O
blogdati surgiu em minha vida apenas como uma
ferramenta de comunicação. Recém-casada e tendo mudado para longe da família, saindo de Curitiba (PR) para residir no Rio de Janeiro (RJ) foi essa a forma que encontrei para contar o que via por aqui, falar da minha adaptação, relatar o dia-a-dia dos cariocas e de minhas impressões a respeito de um nova realidade sócio-cultural que passei a vivenciar.
Conhecia as ferramentas e plataformas gratuitas para a criação e manutenção de blogs desde o segundo ano de faculdade de Relações Públicas, em 2001, quando na matéria de tecnologia da informação, trabalhamos muito sobre esse tema, mas foi por sugestão e incentivo de minha irmã, jornalista e entusiasta do tema web 2.0, mídias sociais, redes de relacionamento e afins que acabei me entregando aos prazeres de escrever, expondo minha opinião dos fatos e gerando conteúdo.
Como disse a meta inicial do meu blog tinha um tom confessional, eu escrevia sobre mim, sobre minha rede de relacionamento e sobre a minha visão do mundo. Meu público eram a família e amigos mais chegados. Como todos sentem ou já sentiram, temia um pouco a vasta amplitude de exposição do nosso nome permitida/provocada na internet. Com o tempo, digo, nos últimos 2 anos, após acompanhar mais de perto alguns blogs pessoais, outros informativos de cunho jornalísticos e eventualmente blogs corporativos, comecei a entender a dinâmica desse processo que se instala na comunicação mundial, que são as mídias sociais e, passei a “me soltar” mais, me sentir mais livre para escrever o que quisesse, ainda com uma tônica muito pessoal já que tenho a prática de escrever de modo passional sobre tudo, mas também comecei a querer gerar conteúdo, oferecer de modo claro e sugestivo as informações que acho interessantes serem compartilhadas, assim como já fazem outros tantos blogs disponíveis na rede.
Hoje, o blogdati traz muito sobre a realidade que vivo no momento, a maternidade.
Falo sobre maternidade, cuidados com filhos, trago assuntos de interesses dos pais, curiosidades sobre a criação, os desafios de ser pai/mãe no mundo de hoje, assuntos polêmicos acerca da criação, dos mimos, das dúvidas, dos acertos… desde o nascimento até fases da infância pelas quais meu filho ainda não chegou e tb adolescência. Tenho pesquisado e lido bastante a respeito, atenta também a troca de conteúdo e experiências a partir dos mecanismos da própria mídia social, compartilhando com outras mães blogueiras em seus próprios veículos e/ou com mães membro de sites de relacionamento. A cultura infanto-juvenil é um item que me gera bastante curiosidade e simpatia, o que faz que eu dedique certo tempo e recursos à leitura de livros afins, compra e crítica de cd’s, dvd’s e similares buscando materiais de qualidade para meu filho experimentar e claro, para compartilhar com as pessoas que me lêem.
Acabo abordando temas mais peculiares às mulheres e falando sobre a importância de defender seus direitos legais, informando sobre legislação, campanhas de conscientização social e ainda, entre um tema mais importante e outro, mantenho a essência inicial do blog, que era falar sobre a realidade da minha nova cidade, o Rio de Janeiro, meu dia-a-dia, descobertas e curiosidades que tem me feito feliz, perplexa ou intrigada.
De fato é um blog muito de mulher, sem querer minimizar a importância que entendo que ele ganha diariamente e nem o estilo de escrever de outras mulheres, mas este carrega um perfil mais emotivo, mais cuidadoso, simples mas ao mesmo tempo objeto de trabalho, de pesquisa e interesse em que seja ferramenta para formar opiniões, informar e entreter.