Educação Infantil: muitos desafios p/ um universo que parece pequeno
Seu filho já vai para a escolinha? Escolinha, assim no diminutivo pode ser carinhoso para alguns, mas também pode soar pejorativo se avaliarmos a proporção e os reflexos que isso tem na vida de uma criança…
Considera-se educação infantil o período da vida escolar em que se atende, pedagogicamente, crianças com idade entre zero e seis anos de idade, no Brasil. Na educação infantil as crianças são estimuladas através de atividades lúdicas e jogos, a exercitar suas capacidades motoras, fazendo descobertas e iniciando o processo de letramento.
No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional chama o equipamento educacional que atende crianças de 0 a 3 anos de CRECHE. O equipamento educacional que atende crianças de 4 a 6 anos se chama PRÉ-ESCOLA. (Fonte: educação infantil by wikipédia)
Li um tempo atrás, em reportagem* da Revista Crescer, uma expressão que me chamou a atenção, aliás é dessa reportagem a referência ao tom pejorativo que algumas pessoas aplicam às escolas infantis com berçário e creche. Enfim… a matéria apontava que “a primeira escola não existe da vida da criança para substituir a babá, tomar conta da criança enquanto os pais trabalham ou para lhe oferecer a melhor festa junina de sua vida”.
Isso me causou estranheza porque mesmo sendo contexto para o desenrolar da reportagem, me passou pela cabeça SE ALGUM PAI OU MÃE AINDA NÃO ENXERGA A ESCOLA COMO LUGAR DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE UM MINI CIDADÃO, DE UMA PESSOINHA QUE PRECISA E DEVE APRENDER TUDO?! Quero dizer, mandar o filho para a escola é sinônimo de querer oferecer-lhe noções de troca, de compartilhar, de conviver em grupo, instruir, incentivar e educar (de preferência em concordância e parceria com a educação praticada em casa).
Me custa aceitar a idéia de que há pessoas que põe o filho na escola achando que, mesmo bebê, ele só irá “passar o tempo”. Nossos filhos precisam estar em um local com profissionais especializados para lhe oferecem rotinas baseadas em propostas pedagógicas bem fundamentadas.
Uma característica interessante na hora de escolher a primeira escola, do processo de seleção entre as diversas instituições próximas a nossa casa ou trabalho são os formatos de apresentação para nós, clientes em potencial. Antes de decidir pela escola onde meu filho está iniciando as suas atividades, eu visitei pelo menos outras dez instituições. Em algumas me “pegaram de surpresa” quando anunciaram que ofereciam o ensino completo desta fase de educação infantil até o terceiro ano do segundo grau e com as melhores notas junto ao MEC, dando ênfase a isso. Quando começaram a falar sobre o número de aprovados nos vestibulares e/ou sobre convênios e direcionamento de estudo para essa ou aquela faculdade, quase caí pra trás. Sei que no Brasil nossos filhos tem que escolher cedo demais a profissão a seguir, errando muitas vezes inclusive, mas falar disso quando a criança ainda não tem 2 anos, é muito exagero. Nesse momento crucial de separações entre a mãe e o filho ou entre a casa e o filho, de uma fase de experimentações marcantes na vida da criança, há muita coisa mais específica e importante para ser comentada e sugerida do que o vestibular…
Em outras escolas me falavam dos estilos pedagógicos aplicados. Mas quando não somos da área pedagógica e ainda não houve tempo hábil para pesquisar quem foram Maria Montessori, Jean Piaget ou Rudolf Steiner, a gente se sente peixe fora d’água. Pontos relevantes como o valor da mensalidade, localização, transporte até a escola, espaço físico para brincarem, explorarem o espaço ao redor – para os primeiros anos acho que isso equivale a uns 60% na decisão dos pais – metodologia de ensino (claro!) e a identificação pessoal dos pais e da criança para com os funcionários e proprietários da escola precisam estar em equilíbrio, favorecendo a rotina da família, assim acho que tudo flui mais facilmente.
Uma conhecida minha (tb blogueira), quando perguntei a ela sobre dicas de escola, me disse algo como: “acho que você deve optar por uma escola pequena onde seu filho seja conhecido pelo nome e não em escolas grandes onde será apenas mais um”. Dica acertada e aceita. Na escola do CJ buscamos saber o número de crianças e profissionais que estariam ligados diariamente para ter certeza de que com o passar dos dias todos entrariam em sintonia e passariam a saber peculiaridades sobre meu pequeno visando facilitar e estreitar a convivência. Espero que tenhamos acertado
Mas como vida de mãe também percorre uma linha tênue de cobranças e dúvidas sobre os erros e acertos, eu perguntei a professora e psicopedagoga, blogueira (Educar Já! e Cybele Meyer falando sobre, colaboradora do Portal Mãe com Filhos) e mãe de três filhos, Cybele Meyer sobre a necessidade de realmente mandar os filhos pequeninos assim para a escola, mesmo quando temos a opção de ficar com eles em casa por mais algum tempo…
É importante saber conviver em grupo, compartilhar, aprender noções de coletividade e saber interagir com outras crianças da mesma idade, isso é ponto pacífico. Mas até que ponto existe, de fato, a necessidade de socialização através da creche ou da escola para crianças dessa faixa etária – 2 a 3 anos de idade?
“Quanto antes a criança ingressa no ambiente escolar menos traumática é a sua adaptação. Quanto mais tempo ela passa convivendo unicamente com seus brinquedos, sua mãe, seu quarto sem dividir nada com ninguém mais difícil será substituir esta sua rotina pela rotina escolar. A criança que não frequenta a escola até os 4 ou 5 anos sente-se confortável em ser o centro das atenções e não poupará esforços para retornar à antiga rotina tornando a adaptação escolar sofrida e longa. Apresentará resistência em se relacionar com os demais colegas e a realizar as atividades propostas. Sempre que tiver um feriado prolongado ou férias escolares poderá retornar à escola na “estaca zero” passando por constantes processos de adaptações”.
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“Escola infantil não vive de improviso e não é um parque de diversões”, diz o educador Marcelo Bueno, coordenador pedagógico da escola Estilo de Aprender. (Revista Crescer)
Outras respostas de Cybele Meyer* e comentários sobre esse mesmo tema, postarei em breve. Aguarde!










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Boa tarde, gostaria de divulgar um evento a ser realizado no dia 16 de julho. Se trata do 4° Encontro de Arte Educaçaõ do Professor Sassá, um dia inteiro só de oficinas práticas reutilizando materiais simples como garrafa pet, embalagem plastica e muitas outras coisas acesse http://www.professorsassa.com.br e confira.
Tiffany Reply:
março 30th, 2010 at 4:05 pm
Caro Professor, visitei o seu blog e fiquei encantada com sua criatividade e disposição. Assim que couber fazer uma observação sobre o seu trabalho aqui no Blog eu o farei e entrarei em contato na continuidade, pode deixar.
Um abraço e bom trabalho. Tiffany