Entra ano, sai ano e nos deparamos com as telenovelas adentrando nossas casas, cumprindo seu papel de entretenimento e disseminação social acerca de temas caros à população como família – grande pilar de várias tramas – adoção, sequestros, violência, racismo, preconceito sexual, corrupção, espiritualidade e tantos outros. As novelas mexem com o imaginário popular seja através de jargões bem elaborados, personagens maquiavélicos ou cômicos que caem no gosto popular ou grandes mistérios que viram tema de discussão nas ruas, percorrendo diferentes classes e nichos sociais.

Mesmo que a gente acabe se prometendo não ver a nova novela, eis que nos rendemos ao desenvolvimento na trama ainda nas primeiras semanas… e digo isso por experiência, já que ouço e vejo muita gente conhecida prometendo não acompanhar as novas tramas, mas virando fã e torcendo pelos personagens favoritos logo depois. E sobre as novelas, o que se pode dizer: são de fato cultura? Acrescentam e enriquecem-nos culturalmente? As opiniões divergem, mas pessoalmente creio na força dessa ferramenta da mídia televisiva e louvo as boas intenções quando essas realmente existem…

E pensando sob este foco, preciso comentar a nova história que está para ser apresentada ao público, a próxima novela das seis que tem estreia prevista para o mês de março, escrita por Elizabeth Jhin com direção de núcleo de Rogério Gomes, Amor Eterno Amor.

Na trama, o amor carnal e o amor incondicional de mãe, movem os personagens Carlos (Caio Manhente/Gabriel Braga Nunes) que procura seu amor de infância, a menina Elisa (Júlia Gomes) e a perseverante Verbena Borges (Ana Lúcia Torre). Sem se preocupar com o caminho árduo que percorrerão, os dois iniciam uma jornada no escuro, cheia de obstáculos, intrigas e armações, com um só objetivo: a expectativa de que um dia a vida volte a ser completa.

Quase três décadas se passaram e Verbena continua em busca do maior amor de sua vida, seu filho Rodrigo. Aos três anos, enquanto brincava em uma pracinha, o rico herdeiro da família Borges sumiu misteriosamente. Rodrigo cresceu na pequena Arraial de Fora, em Minas Gerais, sem saber sobre sua verdadeira origem. O menino recebeu o nome de Carlos e foi criado como filho legítimo de Angélica (Denise Weinberg), que até a morte lutou para livrá-lo dos maus tratos do padrasto Virgílio (Osmar Prado). Assim que o carrasco percebeu os dons especiais do enteado – ele acalma qualquer animal somente com seu olhar –, não titubeou: começou a explorar o menino como uma grande atração para os circos que passavam pela cidade. Carlos (Caio Manhente) passou a ser conhecido como “o menino domador de feras”.

Os momentos de paz na infância sofrida, Carlos ganhou quando conhece Elisa (Júlia Gomes), seu primeiro amor. Uma promessa doce e inocente é selada por um amuleto que o menino jurou nunca mais tirar do pescoço, “uma concha presa em uma tirinha de couro, símbolo do amor que não tem fim”. Mas essa quietude não dura muito. Depois da morte de sua mãe Angélica (Denise Weinberg), Carlos foge desesperadamente. Sua vida recomeça com a carona de um caminhoneiro bem intencionado, que o leva para viver junto à sua família, na Ilha de Marajó, na pequenina Vila dos Milagres, no Pará.

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, Verbena (Ana Lúcia Torre) descobre estar no fim da vida e, em um ato extremo, aposta no que, para ela, será a última tentativa de reencontrar seu filho Rodrigo: um apelo nacional. As pistas levam a Carlos/Rodrigo em Vila dos Milagres. Quem parte em busca da verdade sobre o menino desaparecido é a jornalista Miriam (Letícia Persiles). Já no primeiro encontro, o peão e a repórter são impactados com a profunda ligação que sentem um pelo outro, sem nunca terem se visto antes. Um choque arrebatador que os embala em uma intensa história de amor.

Angélica (Denise Weinberg), Carlos (Caio Manhente) e Virgílio (Osmar Prado) - TV GLOBO / Renato Rocha Miranda

Já deu para sentir que de amor, intrigas, emoções contidas, emoções vividas e muito drama essa novela vai tratar, certo?

E eu vou acompanhar… Interessa-me saber como irão retratar o desaparecimento da criança #aos3 e as ferramentas de busca por seu paradeiro, como uma forma de serviço à sociedade e esclarecimento/informação aos milhares de brasileiros que ignoram os alarmantes números de desaparecidos no país. Ficaria feliz em ouvir/ver discutirem, usando a tragédia cenográfica como base, temas como:

  • a importância da análise estatística de dados sobre o sumiço e exploração de crianças;
  • a criação de agências para trabalhar diretamente com as crianças desaparecidas;
  • o uso de novas tecnologias para solucionar casos e;
  • a disseminação de fotos de crianças vítimas de sequestro.

Vou aguardar ansiosa. inclusive pelas belas paisagens e locações… mais do Brasil que pouca gente conhece.


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One Response so far.

  1. Tiffany Stica disse:

    Postei, indico Teledramaturgia x vida real: um amor, uma busca, uma mãe e muitas esperanças http://t.co/UyiTxAUD

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