Prioridades na vida, a gente elege ou elas acontecem?
Ao chegar para o segundo dia de aula na escola nova, semana de adaptação, recebemos a notícia do falecimento do pai de um novo coleguinha do CJ. E me impressionei com o impacto da notícia sobre as mães, professoras e funcionárias da escola. Nenhuma de nós conheceu o pai, mas o filho é uma daquelas figurinhas simpáticas, ingênuas e fofinhas peculiar às crianças da segunda infância. E, estou certa, todas tínhamos nos afeiçoado, no primeiro instante, com a mãe, uma moça linda, jovem, agradável e símbolo da fortaleza de que, em geral, são e precisam ser as mulheres depois de tornarem-se mães.

Pela estranha sensação de pouco conhecer e ao mesmo tempo de profundo pesar, nos projetando para o lugar dessa família e tudo que essa perda significa na vida da esposa, do menino, da irmãzinha, dos pais/avós, hoje devo dizer que foi um dia atípico pra mim e para outras famílias da escola. Em verdade, um dia triste que me fez refletir a respeito de algumas posturas, valores e claro, prioridades que elegemos em nossas vidas.
Comumente quando nos deparamos com situações adversas – e não falo apenas em relação a perdas – mas pequenas dificuldades, receios, inseguranças pessoais e até pequenos conflitos familiares, a tendência do ser humano é fazer tempestade em copo d´água e enxergar o copo meio vazio até que alguém surja com a luz, com o apoio moral, com a compreensão e a chave dos nossos problemas. Quando eu me flagro pensando de modo pessimista ou testemunho comentários derrotistas e queixosos de pessoas que – por Deus – receberam todas as oportunidades mas ainda sofrem de falta de gratidão, eu cutuco e solto o verbo. Depois de inúmeros sofrimentos e dificuldades, de toda ordem, mas na escala 1 para 10, posso dizer que aprendi a crer que para tudo tem solução, sempre. E tento recomendar isso às pessoas, que aceitem os desafios e dificuldades como oportunidades para crescer, amadurecer e melhorar.
Nesta via de reflexão, de escolhas, valores e oportunidades, aproveito para fazer referência a um relato da coluna Sopa de Pai, da Crescer, assinada por Marcelo Cunha Bueno @sopadepai, que li hoje, um pouco antes de seguir para o velório.
“Qual é a prioridade em sua vida?
Nos dias que correm, temos cada vez menos tempo para vivermos a experiência potente da vida. Falta-nos tempo, temos excesso de informações, de opiniões e de trabalho. Tudo para ontem, para agora… tudo para fora. Nada para dentro. Perdemos o foco da vida”…
(leiam tudo se puderem, é uma análise interessante)
Como mãe aprendi a desejar antes o melhor para meu filho, sob qualquer circunstância e, claro, confiar em Deus, como o gesto de pedir a Ele pela família do nosso coleguinha. Não digo que sou super religiosa, mas a fé em algo maior passou a fazer parte da minha vida e essa força encontra-se nas minhas diretrizes de educar e criar um filho. Através da maternidade e do distanciamento físico (geográfico mesmo) dos familiares passei a eleger a família outra prioridade. Aliás, conviver com eles sempre que possível vivendo essas oportunidades de forma intensa, isso virou prioridade junto ao que é imprescindível, afinal, sem eles quem somos?
Por fim, definitivamente, outra prioridade em minha vida são as pessoas e as relações interpessoais, nossa comunicação e tudo que diz respeito. Não à toa escolhi a profissão de Relações Públicas, por vezes questionada, mas sempre coerente com o que sou. E por este desejo de ser transparente, de me importar com os outros, de querer honestamente o bem estar das pessoas e a vontade de que as pessoas saibam disso, me exponho (até na rede) com certa satisfação, sabe?! Acho que o estilo de vida contemporâneo nos exige isso para não cair em faltas.
E você, pensando nos seus, quais são as prioridades que elegeu ou que aconteceram em sua vida?
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Ti, achei sua mensagem muito reflexiva, realmente as vezes temos que parar para pensar em nós e nossa familia, porque a perda não tem volta, então vamos curtir e amar os nossos entes queridos antes que se vão.
beijos
Jange
Ti, de todas as virtudes que entendo serem essenciais para podermos viver em paz com a nossa consciência e dar sentido as nossa existência, a solidariedade é imprescindível. Vivê-la, exercitá-la, como algo natural e imperativo dentro do nosso ser, é inerente à condição de Ser humano que somos. Para mim é a própria manifestação da centelha divina que nos une como uma só vida. Vale, e muito essa reflexão. Devemos ser sempre gratos à Vida, que nós é dada pelo Criador e viver cada momento como único. Você é sem dúvida, e testemunho isso, alguém que vive o que diz. Deus a abençoe.
Ti,
lindo seu texto, e realmente faz parar pra pensar, hein?
A-DO-RO o Marcelo, sempre leio, acompanho e meus filhos iam estudar na escola dele esse ano, só não foram por uma questão de logística. Mas se Deus quiser, ano que vem estarão lá, porque ele é fantástico!
Adorei o post e vou indicar também.
E meus sentimentos à essa família. É só oq podemos desejar numa hora dolorosa como essa, né?
Beijos,
Calu
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