Filho mês a mês: diálogos de mãe coruja e filho curioso
Papai Ju e eu estamos às voltas com súbitos momentos de birra associados a muitas demonstrações de afeto, carinho, descobertas e curiosidade fluindo do corpinho e das palavrinhas do CJ. Ele tem nos deixado exaustos com o excesso de energia, com os convites para brincar e com os muitos questionamentos a respeito de cada coisa da casa… mas ao mesmo tempo tem nos encantado mais e mais a cada momento como se a sua capacidade de ser cativante não tivesse fim. Fico olhando e pensando a fim de descobrir como não ser uma mãe coruja com uma preciosidade dessas em casa?!
Os diálogos e as músicas cantaroladas, então, tem sido um capítulo a parte. Compartilho:
No final de semana, antes do almoço, CJ me pediu chocolate e mais chocolate. Falei que era hora de almoçar e ouvi:
“Pode ser chocolate de frango então”.
***
“Mamãe, você é menina? A Sally (personagem do filme carros) é menina também?”
Sim, filho. Eu fui menina, cresci e agora sou mulher e a Sally é uma personagem feminina.
“Ah, então, se eu sou o Katchá (McQueen) e ele namora com a Sally, então você é namorada do papai”.
O raciocínio foi tão certeiro que fiquei sem jeito… como ele foi vivo, sacou rapidinho como funcionam as coisas.
***
“A mamãe foi no doutor. E eu fiquei com o papai. A mamãe fez dodói e eu brinquei com o papai”.
Essas frases estão no refrão da música inventada por ele depois que o pai voltou mais cedo do trabalho para que a eu fosse ao ortopedista. Notamos que foi muito marcante pra ele a mãe ter ido ao médico reclamando de dor, já que nunca fico doente e mais, foi muito simbólico ter ficado algumas horas com o pai num dia e horário atípicos. O ritmo eu não tenho como compartilhar, mas ele canta de um jeito tão engraçadinho, que devo dizer, está adorável.
***
Essa pérola é de hoje cedo, com 38 graus de febre.
“Mamãe, que horas você chegou na Igreja?”
Como assim, filho? Quando?
“Quando você e o papai casaram. Que horas foi? Foi 10h30?”
Não, filho. Foi às 20h e a mamãe foi pontual, por que?
“É que o Padre da Igueja falou assim: não pode bater nos amigos, tem que cuidar da plantinha, tem que comer cereal, pode ir na balança, pode passear, não pode brigar com o papai, se chover tem que fechar a janela, tem que fazer a tarefa, não pode deixar a luz acesa, tem que tomar banho, tem que comprar flor, tem que tirar foto dos amigos…”
O Padre do meu casamento disse isso, filho? Ele falou pra você?
“É… eu vi no dvd do casamento do papai e da mamãe”.
Hum… será que foi isso mesmo que ele disse ou ele falou da vida em família e nos abençoou?
“É… ele falou assim mesmo – e começou a repetir - aí a Vovó Nica deu risada alto e o Vovô Tica passou a mão no bigode”.
Ri alto e deixei o quarto. Já saquei que além da febre a saudade está apertando, pois toda vez que o CJ fica saudoso demais ele revê o filme do nosso casamento com o objetivo de ver todas as pessoas da família. Um querido e espertinho, porque ao sermão do Padre passou a adaptar as regras e sugestões do seu dia a dia.
***
Agora a última para ninguém cansar
“Mamãe, onde mora o meu amigo Pedro?”
No Rio de Janeiro, filho.
“E onde mora o amigo Ique?”
Em Curitiba, filho.
“E onde eu moro?”
Em Niterói, filho.
“E onde mora o Ditian?”
Em Curitiba.
“E onde mora o Papai Noel?”
Hã? O Papai Noel, como assim? Mora… no Pólo Norte, nos filmes, no coração das pessoas… (acho que não me saí muito bem, por que será?)
“Ah! Ele não mora no shopping mamãe?!”
***
Esse é o nosso querido rumo aos 3 anos. Já antevejo o que nos aguarda no futuro!
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Ainda bem que o Caio tem uma mamãe tão atenciosa e gentil, generosa, que compartilha essa preoiosidade e suas tiradas geniais com a família, que pode rir de modo gostoso e feliz com esse menininho tão especial.
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Não mora no shopping?
Mto Fofo! RT @blogdati: Postei, indico Filho mês a mês: diálogos de mãe coruja e filho curioso http://ow.ly/19U6l7
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Só tenho uma coisa a dizer: Ser mãe é a melhor coisa do mundo. As perguntas, as conclusões, as frases que eles soltam são simplesmente demais…
bjos
Luh