A Capoeira na educação infantil
Novidade. O CJ começou a fazer capoeira na escola… ou, como ele diz: “capoeila na colinha com a tia crissy”. E o Mestre nada, acho que ele ainda não decorou o nome desse novo “personagem” da Escola.
Nós sabemos que o movimentar-se é papel fundamental na educação e no desenvolvimento de nossos filhos. Com o CJ, sempre receosos quanto a exigir demais e na mesma via, incentivar demais alguma habilidade que se mostre como talento precoce, a gente tem oferecido distintas atividades e instrumentos (como os musicais, por exemplo) a fim de vê-lo indicar suas preferências. Motivamos, mas até um limite, pois ele é ainda muito novinho. A Capoeira era um desejo nosso, pela admiração que temos enquanto raiz cultural, embora nenhum dos pais pratique e, depois de aguardar alguns meses, achamos que o CJ estava pronto para ser apresentado a ela e começar os seus movimentos. Então, ontem foi a primeira aula.
“CJ participou da atividade de capoeira com os amigos, mostrando interesse e curiosidade. Não quis entrar na roda, ficando sentado no colo da tia Cris”.
(Recado na agenda da escola – êta menino receoso, parece o pai!)
Praticando a capoeira uma criança poderá facilmente familiarizar-se com a imagem do próprio corpo, pois os exercícios que permeiam a prática da capoeira envolvem o corpo como um todo, inclusive pelos gestos que são associados a uma cadência rítmica (dança/expressão corporal) em dinâmicas que fortalecem a integração dos indivíduos. Particularmente, como ocorre associado a outras formas de luta, eu prezo muito pela disciplina embutida na filosofia da capoeira, acho que é bacana para qualquer criança.
O “movimento” tem papel de grande relevância no desenvolvimento de crianças de 0 a 6 anos, sendo fundamental na construção da cultura corporal humana.
Por isso é papel preponderante das instituições de Educação Infantil criar possibilidades materiais, estruturais e pedagógicas para a construção de um universo que possibilite o trato com situações-problema no campo do movimento, pois desta forma serão potencializadas as suas propriedades benéficas na edificação de melhorias no campo afetivo, motor, cognitivo e social.
(Fonte: Overmundo)
O trabalho musical da capoeira
Hum… música. Bom!!! Nós gostamos disso.
Na utilização dos instrumentos da capoeira como o berimbau, pandeiro, atabaque e outros, é possível oferecer noções de tempo-espaço e acima de tudo contribuir para a coordenação motora fina, com o estímulo de gestos mais delicados e específicos. Mais tarde isso contribuirá diretamente para a escrita e o desenho. Essa experimentação com os instrumentos, com a roda de jogadores/amigos fará bem à criança e será mais uma vivência pertinente à idade e ao ambiente escolar.
História da Capoeira
A origem da capoeira data da época da escravidão no Brasil. Muitos negros foram trazidos da África para o Brasil para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, nas fazendas de café, nas roças ou nas casas dos senhores. A capoeira era uma forma de luta e de resistência. para não despertarem suspeitas, os escravos adaptaram os movimentos da luta aos cantos da África, fazendo tudo parecer uma dança. A capoeira foi ficando do jeitinho que ela é hoje, gingada. Hoje em dia há muitas formas de jogar capoeira, e a mais tradicional preserva as raízes africanas, como a capoeira angola na Bahia.
Para jogar capoeira precisamos de um ritmo, ditado pelo atabaque, pelo berimbau e pelo agogô. Essa música é bem característica. Dois parceiros, de acordo com o toque do berimbau, executam movimentos de ataque, defesa e esquiva. Eles simulam uma luta. Para jogar capoeira é preciso habilidade e força, além de integração e respeito entre os parceiros.
Para se aprofundar… Fonte: Portal Capoeira e Educação UOL
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O meu faz capoeira desde os 3 anos. Ama! Ganhou muito equilibrio depois que começou e agora faz coisas que deixam a gente de cabelo em pé. Mas é opção dele, apesar de adorar e já ter feito há séculos atrás, não forcei nenhuma barra.
O legal é que as meninas tb adoram fazer.
É lindo demais.
Bjs, Eliane
Oi Ti,
Aqui em casa a capoeira entrou muito cedo, e os pequenos sempre gostaram do ritmo, da ginga, de tudo.
Hoje o Zen está praticando capoeira pela manhã e a tarde faz Karate, para ele que é muito disperso e hiperativo, tem sido bom, para aprender a se concentrar e conhecer o corpo, seus limites e sua capacidade.
Com sons, cantigas, e muita, mas muita força corporal, que com o passar dos tempos aprende a se equilibrar e conhecer cada músculo a ser trabalhado para cada posição.
Aprende a respeitar o espaço de seus amigos e na roda o seu lugar, para esperar até poder jogar, tem disciplina, organização, companheirismo e respeito aos mais velhos.
A Kethy e o Dannynho fizeram por 4 anos e agora quem continua e o Zen, o Ramon teve no ano passado mas o educador teve que sair deixando-os.
Parabéns pela pratica esportiva do pequeno que ele goste tanto quanto os meus.
Beijos
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Madrinha,
Que delicia, imagino que fofo o Caio fazendo capoeira… Sei que é algo muito bom, que exige concentração, movimentação e o conhecimento do corpo… Até ano passado, eu fiz capoeira com o Mestre Zoinho. O interessante que aprendemos a nos movimentar, concentrar, conhecemos os limites corporais, o nosso espaço, o espaço do colega. Exige bastante de esforço, pratica, conhecimento, concentração, dedicação, etc…
As musicas são legais, pois dependendo pode contar sobre a história dos mestres, ancestrais, local de origem, local de treino…. A história é muito interessante….Nossa e muito mais…Posso te dizer que é muito bom, uma delicia!!
Desejo tudo de bom para o mais novo e fofo CAPOEIRISTA..
Kethy
Muito boa essa pesquisa que você preparou. A minha experiência com capoeira e crianças caminha nesse sentido e acho fundamental que a luta/esporte/cultura seja oferecida ainda na primeira infância em escolas e grupos da comunidade.
Tudo de bom.