Pesquisa: Carinho na infância associado ao sucesso emocional do filho na vida adulta
Nas minhas leituras matinais de hoje passei pelo jornal O Globo e lá soube que há resultado recente de pesquisa que focou a consistência e importância do carinho de mãe na a vida adulta de um filho e, mesmo já sabendo a resposta – não em números estatísticos, mas pela experiência da maternidade – fui lá conferir.
Trata-se de um estudo científico realizado nos Estados Unidos que compara a reação ao carinho materno em bebês de 30 anos atrás e os mesmos agora, na vida adulta, indicando que aquelas pessoas que recebem carinho em abundância de suas mães quando bebês são mais capazes de lidar com as pressões e compromissos da vida adulta. Divulgada na revista científica Journal of Epidemiology and Community Health, as conclusões da pesquisa relatam que “os abraços, beijos e declarações de afeto da mãe aparentemente têm efeito em longo prazo e tendem a gerar um vínculo sólido com o bebê, contribuindo para a saúde emocional das pessoas”.
A reportagem reforçava que, segundo os pesquisadores, o “vínculo sólido entre mãe e bebê não apenas diminui o estresse da criança como também a ajuda a desenvolver recursos que a auxiliarão em suas interações sociais e na vida de maneira geral”. Agora, partindo da premissa de que havendo estudos específicos e dados para embasar nosso comportamento social, será que podemos todas dar continuidade à educação e criação de filhos saudáveis nutridos especialmente pelo amor dos pais e da família?
Penso que aquela pessoa que viveu e cresceu cercada de familiares afetuosos (mãe, pai, avós, tios, irmãos… porque cada família tem sua estrutura, hierarquia e ritmo próprio) será um adulto bem resolvido e feliz que, ao tornar-se pai/mãe, naturalmente saberá transmitir aos seus filhos aquilo de teve, que vivenciou e que, naturalmente lhe fez mais seguro de si. Sob a mesma ótica tenho certeza de que pessoas com uma infância mais restritiva em relação ao afeto, compreensão e carinho, tornam-se adultos mais secos, mais difíceis de amolecer seus corações, ainda que isso não seja imutável, pelo contrário. Felizes são aqueles que recebem amor de sobra a vida toda, mas quando não é assim, vale lembrar que sempre é tempo de recomeçar!
Depois que eu li sobre a pesquisa, mais especificamente sobre a ressalva que fazem os especialistas, de que é importante saber quando parar, pois “o excesso de afeto maternal, especialmente se a criança já está mais crescida, pode ser perturbador e embaraçoso para ela”, me fez analisar casos próximos e claro, também levar em consideração. Mais que isso, se hoje – por exemplo – adolescentes podem sentir-se oprimidos pelos cuidados e demonstrações explícitas de afeto da mãe, principalmente em público, noutros tempos (em décadas nem tão distantes), alguns filhos deveriam sonhar com esse “exagero” até mesmo na vida adulto, em receber amor, elogios, incentivos, um abraço apertado, um beijo de boa sorte… Me explico: em diversas culturas e localidades, as demonstrações de afeto não eram toleradas por e para seguir convenções sociais, para manter uma postura e até certo distanciamento dos filhos por hierarquia. Nestes exemplos podiam-se formar filhos fortes, dignos e honestos, mas se formos contatar exemplos dessas gerações de filhos para saber, fatalmente descobriremos que ali morou anseio sobre o futuro, expectativas, inseguranças, dúvidas e a vontade de mais carinho, mais amor.
Amar filhos é algo tão bacana, tão fácil, difícil é criá-los, mas olhar um bebê indefeso e puro, uma criança cheia de energia e ávida para descobrir o mundo ou mesmo um pré-adolescente confuso doidinho por um ombro amigo e um ouvido para escutar, tudo isso combina tão bem com abraços, beijos e cafuné… deste modo, por que não?! E tendo ainda pesquisas científicas para recomendar, melhor ainda.
Sintonia (P/ mais, visite o site BBC Brasil)
A psicóloga e escritora Terri Apter, da faculdade Newnham College, na cidade de Cambridge, na Inglaterra, estudou os efeitos dos relacionamentos entre mãe e criança e disse que é importante para a mãe ser receptiva ao bebê, além de lhe dar afeto.
“Bebês não nasceram sabendo como regular suas emoções. Eles aprendem ao ficar estressados e ser acalmados.”
“E uma mãe receptiva vai perceber as pistas e saber quando a criança já recebeu o suficiente”.
O importante é sempre lembrar de que toda a ação – positiva ou negativa – dos pais influenciará o comportamento de seus filhos hoje e amanhã. Lembrando dessa dica não tem erro, a gente se policia e se dedica mais.
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carinho é fundamental sim! vc leva para a vida adulta oq recebe desde q é bb http://bit.ly/cIy5fJ
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Eu estou lendo um livro excelente que me lembra isso: Mamãe e o sentido da vida, histórias de psicoterapia, de Irwin Yallom. Creio que vc vai gostar, se quiser te empresto.
Acredito que cada a cada idade ou fase a gente necessite de carinho e afeto de maneiras e medidas diferentes. Quando bebê o carinho tem a ver com segurança e aconchego e conforme a criança vai crescendo ela necessita de menos beijos, afagos e abraços mas contua necessitando de atenção, conversas, estímulos, palavras atenciosas e carinhosas. E claro todos nós continuamos precisando de um cafuné, um abraço, um beijo, um carinho de vez em quando. E quando temos isso desde a tenra infância nos sentimos mais seguros para enfrentar os desafios e dissabores da vida, do mundo.E como vc escreveu desde que haja equilíbrio.
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Carinho, amor e aconhcego são tudo mesmo. Abençoadas são as crianças que tem a oportunidade de serem recebidas nesse mundo por pais e mães afetuosos, que vão amparar e cuidar delas para que o futuro seja assim seguro e bem sucedido. Triste é imaginar quantos pais oferecem bens materiais e oportunidades como boas escolas, ótimos cursos, línguas, atividades extracurriculares e viagens, mas esquecem do fundamental que é um abraço, um carinho, a companhia para brincar…
Vale a pena a gente ler essas pesquisas pra refletir sobre nossas atitudes e tentar ser melhor como pai e mãe a cada dia.
Beijinhos linda, boa semana. Isa