“A Alienação Parental, descrita em meados da década de 80 pelo psiquiatra infantil norte-americano, Richard Gardner, revela-se como uma situação na qual um genitor procura afastar seu filho ou filha do outro genitor intencionalmente”.

***


Que interessante enxergar progressos para a área do Direito da Família… isso me anima.

Eu já postei aqui no Blog sobre a existência e malefícios da Alienção Parental*, colocando como exemplo a minha experiência pessoal como filha de pais separados (durante minha infância) e total preocupação com a atual situação familiar de muitas casas brasileiras: pais separados, famílias desestruturadas, filhos divididos, revoltados e inseguros, sofrimento e traumas para todos os lados. Na ocasião o assunto foi alardeado através de reportagens nos programas de televisão Mais Você, Fantástico e outros… e aqui no blog, pelos muitos comentários que recebi no post e mensagens que me foram enviadas por e-mail, pude constatar a angústia e dificuldade enfrentada por essas famílias. Um pequeno exemplo de um imenso problema cujos reflexos atingem a vida de todos da família, mas em especial, os filhos, àqueles que deveriam ser o nosso foco principal de amor, cuidados e proteção.

E hoje, quase 1 ano depois, soube através de reportagem* que a prática da chamada Síndrome da Alienação Parental será “atacada de frente”, agora através do apoio legal embasado em Lei sugerida há meses (PL 4053/08) e aprovada no Senado, nesta semana. A aprovação deste projeto e suas diretrizes são muito animadoras. Um ano atrás, conforme conto em outro post*, ainda estavam analisando a viabilidade de levar a legislação a interferir nas relações familiares em benefício da integridade emocional de crianças e adolescentes e agora, estamos prestes a ver isso entrar em vigor.

Talvez uma grata surpresa para centenas (ou seriam milhares?) de pais separados e que esbarram diariamente na dor e no sofrimento por aplicarem – injustamente  e às vezes inconscientemente – a falta de tolerância e a propagação de palavras pejorativas, histórias mentirosas, injúrias e/ou dissimular sobre o (a) ex- companheiro (a) junto aos seus filhos.

Sobre a síndrome:

“A criança ou o adolescente vítima da Síndrome da Alienação Parental passa a ver o genitor “alienado” de forma distorcida, uma vez que o pai ou a mãe que incita ao ódio desconstrói a imagem desse genitor.

O resultado, em geral, é a perda do vínculo com o genitor alienado, o que agrava o sofrimento do filho. Crianças e adolescentes vítimas da síndrome são mais propensas a apresentar distúrbios psicológicos, como depressão, cometer suicídio ou a usar drogas, por exemplo”. (Fonte: Portal da Câmara Federal)

A lei aprovada no Senado tenta colocar um ponto final nessas confusões em família. O pai ou a mãe que tentar influenciar o filho contra o outro só por vingança poderá ser punido com multa ou até mesmo com a perda da guarda da criança.

O projeto define o que é alienação parental:

  • quando um dos pais faz campanha para desqualificar o outro junto ao filho;
  • apresenta falsa denúncia e/ou;
  • dificulta o contato com a criança.

Assista ao vídeo da reportagem que entrevistou psicóloga sobre o assunto:

Divórcios. Um fator que pode influenciar também nestas questões ligadas a falta de bom senso familiar no período da separação e divórcio está no tempo de duração deste trâmite. Também no Senado há outro Projeto de Lei – já aprovado – dispondo sobre a agilidade para obtenção do divórcio que, até o momento, ocorre após 1 ano de separação judicial ou 2 anos de rompimento de fato. Para o novo divórcio entrar em vigor, só falta a proposta ser promulgada pelo Congresso. Leia +

Sinceramente, eu acredito na união e na possibilidade de casamentos frutíferos e duradouros. Sim, eu sou romântica e sim, sou católica. Mas não é apenas por isso, é porque tenho acompanhando inúmeros casos de união entre pessoas que não enxergam o “nós”, pois mesmo depois de casadas continuam pensando no “eu” e “por mim, para mim”, o que talvez explique tantos casamentos rápidos e coleções de separações. É claro que se o casal não está feliz e há consenso sobre isso, a separação pode e deve existir para que se busque e alcance a felicidade em outras relações, mas seria uma alegria grande se estas tentativas não começassem a ser vistas como “relações descartáveis”, assim como a vida humana hoje tem sido vista e tratada com “desprezo e indiferença”. Espero que a facilidade para casar e agora, separar, não estimule o aumento de estatísticas sociais negativas… Acho que vocês me entenderam :)

Que não falte o bom senso entre as partes nem antes, durante e mesmo depois de se casar!

*Sugiro dicas de como preservar os filhos durante o divórcio, texto do Portal MdeMulher #familia

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11 Responses so far.

  1. Tiffany Stica disse:

    Projeto aprovado no Senado irá coibir a prática da Alienação Parental: – http://tinyurl.com/39pmrfn #familia (via blog)

  2. blogdati disse:

    Blogged Projeto aprovado no Senado irá coibir a prática da Alienação Parental: http://tinyurl.com/39pmrfn

  3. Tiffany Stica disse:

    Projeto aprovado no Senado irá coibir a prática da Alienação Parental: “A Alienação Parental, descrita em meados d… http://bit.ly/aNmefP

  4. RT @blogdati Projeto aprovado no Senado irá coibir a prática da Alienação Parental http://bit.ly/aF31eR

  5. Tiffany Stica disse:

    New Blog Post Projeto aprovado no Senado irá coibir a prática da Alienação Parental http://ow.ly/183Bxs

  6. Indira disse:

    Excelente que algo esteja sendo feito neste sentido.
    Um grande sofrimento para muitas famílias analisando por todos os lados.
    De olho na justiça agora.
    Indira

  7. Isabel disse:

    Ti, super apoiado essa lei. Odeio pensar nos casais de intrigam os próprios filhos em relação a pai/mãe e outros membros da família causando tantos traumas e sofrimento.
    Agora é esperar e ver se com a ajuda da lei as pessoas temerão mais realizar esse tipo de ato.
    Que bom saber que as vítimas podem contar com o apoio dos blogueiros e da imprensa neste caso…
    Beijinhos

    @blogdati Reply:

    Obrigado Isa. Também aguardo uma repercussão positiva.
    Um beijo. Ti

  8. Bianca Osses disse:

    Olá Ti!
    Sabe, houve uma época que o pai da minha filha tinha uma postura tão ruim quando estava com ela(falava mal de mim, do meu marido), que eu resolvi por um tempo proibi-lo de vê-la. Resolveu, hoje ele cresceu e a relação dele com a filha é ótima. E pra mim, quem trata bem a minha filha, se dá bem comigo, seja quem for.
    Olha tem selinho pra vc lá no blog!
    Beijos

    @blogdati Reply:

    Bianca, formidável que vc tenha essa postura de priorizar o bem estar da sua filha acima de qualquer outro sentimento. Fico feliz por vocês, por terem achado esse equilíbrio.
    Obrigado pelo selinho :)
    Bjs
    Tiffany

  9. [...] P.S. Se o assunto lhe interessa, vale ler também: Projeto aprovado no Senado irá coibir a prática da Alienação Parental. [...]

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