As crianças e sua relação com a internet no Brasil – pesquisa
Sobre Filhos e sua educação passando pela relação deles com a internet e com os recursos tecnológicos a disposição hoje, andei lendo textos bastante interessantes de @samegui e @cybelemeyer. A visão de uma jornalista e mãe blogueira (cuja referência maior pra mim é ser minha irmã mais velha) e de uma educadora, advogada, psicopedagoga, mestre em diversas instituições e mãe blogueira me fazem ficar refletindo sobre estes assuntos e vão me dando gás para trabalhar certos conceitos…
Nesta semana ambas falaram em seus blogs e via twitter sobre a pesquisa Ibope Nielsen (de dezembro/2009) divulgada pelo Jornal Valor Econômico e eu não pude evitar de fazer o mesmo. Os dados são impressionantes e embora meu filho ainda não faça (ele próprio, sozinho) o uso nem de computador nem da internet, sinto e percebo pelo “meio em que vivemos” que isso é apenas uma questão de tempo. Ainda lembro do Enzo e Giorgio, meus sobrinhos de 7 e 9 anos, aprendendo a mexer num computador e começando a serem alfabetizados e hoje, meu Deus, podem ensinar sobre a internet, o cyber espaço, a blogosfera, são assíduos usuários de diversas redes sociais e construíram uma lógica muito peculiar para esta realidade de relações virtuais, agindo com naturalidade e ao mesmo tempo muito sabedoria diante das novidades, desafios e mudanças contínuas. Algo fora de sério mesmo… e é essa a tendência entre nossas crianças, então temos que, enquanto pais e educadores, compreender essa nova dinâmica e assimilar seu funcionamento, por isso, mesmo com um filho de 2 anos já me preocupo em não ficar aquém jamais
A pesquisa mencionada* referia-se à corrida das crianças para a internet. Dados coletados em dezembro de 2009 tendo como público-alvo crianças de 2 a 11 anos mostravam que das 28,5 milhões de pessoas que navegavam na internet de suas casas, 14% (94 milhões) estavam nesta faixa etária. Sendo que há dez anos, as crianças eram 6% da audiência total da internet residencial.
Hoje 15% das visitas a sites de jogos – um dos serviços mais procurados na web – são feitas por crianças. Porém os pequenos também têm outros talentos na hora de navegar. As crianças, principalmente as meninas estão cada vez mais interessadas em se comunicar pela rede, de acordo com José Calazans, analista de mídia do Ibope Nielsen que reforça que “o PC tem se transformado em uma ferramenta de socialização para as crianças”. No Orkut, uma das redes sociais mais populares da internet, a criançada já representa 10% dos usuários, embora “teoricamente” seja necessário a maioridade para registrar uma conta por lá. De cada dez usuários do sistema de troca de mensagens Messenger (MSN), um tem até 11 anos de idade. O UOL Crianças registrou 101,7 milhões de páginas visitadas só no último trimestre do ano passado. Foi um crescimento de 138% sobre o terceiro trimestre, disse Manoela Pereira, gerente geral de entretenimento do portal. Percebam que os números são expressivos mesmo, por isso os pais devem ficar atentos e se envolver mais.
Os especialistas concluíram que a popularização da internet entre as crianças é motivada pela redução dos preços dos equipamentos e pelo desejo dos pais de levar o uso computador para o dia-a-dia dos filhos.
@samegui perguntou no texto dela: e o que faz estes pais desejarem tanto a inclusão digital dos filhos? Nossa geração (ok, a minha) nasceu antes da telefonia celular (aliás, quando era criança nem todas as famílias tinham telefone e comprar uma linha era até investimento), antes dos computadores em tamanho razoável para uso doméstico, antes das câmeras fotográficas e filmadoras digitais e principalmente antes da internet. Em 92 eu fazia aulas de informática aprendendo o que era o DOS e os jogos disponíveis eram Prince ou tetris. Meu primeiro e-mail criei no terceirão/cursinho, em 1999. Meu primeiro blog, muito simplificado, fiz em 2001 nas aulas de TI (tecnologia da informação) da faculdade, isso porque eu estudei Comunicação Social… com um universo tão diferente disso hoje, em tão pouco tempo, como não nos render?
Não dá para esquecer que nós somos o espelho, o exemplo. E é importante que “ao mesmo tempo em que nos maravilhamos com as habilidades de nossos pequenos internautas, não percamos a noção de que eles precisam vivenciar uma infância natural, sem tanta parafernália, que precisam do nosso estímulo para um brincar desestruturado e mesmo sendo craques na internet contam com nossa presença em sua vida virtual para vivê-la com segurança”. (@samegui)
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oi eu temnho 11 ano e quero tecomense eu msn e emanuel_indo@hotmaol.com.br.