Palavras sem fim: o booom da fala
Esse poderia ser o título de uma história em quadrinhos, de um livro infantil ou apenas de mais um post aqui do Blogdati. Mãe coruja, mãe observadora e principalmente mãe apaixonada, tento acompanhar e analisar cada avanço do meu pequeno CJ e tem sido muitos. Atenta também aos colegas e conhecidos, crianças da mesma faixa etária, evito comparações, mas olho, escuto e analiso com satisfação as vitórias do meu filho e dos pequenos ao nosso redor, chegando a conclusão de que as crianças de hoje estão cada vez mais espertas, mais seguras e interessadas. Não se compara uma criança motivada, instigada e exigida pelo estilo de vida da sociedade atual com uma criança de 3 décadas atrás, por exemplo. A comparação seria até injusta!
Em especial, estamos vivenciando nos últimos 2 meses novas descobertas acerca da fala, dos ritmos das palavras, da sua combinação nas frases, a conjugação dos verbos e fatídicas trocas/tropeços pela similaridade das sílabas… tudo com muita espontaneidade, muita alegria e comemoração. Quando escrevi, no post sobre 1 ano e 9 meses do bebê, comentando o desenvolvimento da criança mês a mês como faço sempre, já mencionava essa satisfação por termos percebido este booom na comunicação com a expansão do vocabulário.
Ainda há pouco, ensaiando para fugir do jantar, o CJ apanhou uma caixa de livros (a embalagem é estilo maletinha, os livros da coleção são guardados dentro) e disse:
- Mamãe, abriu. Mamãe, abre. Bligado.
Então eu abri a caixa e ele visualizou os livrinhos. Olhou feliz e disse:
- Mamãe, aberto. Aberta caixa.
Gente, quem tem filhos (ou pelo menos acompanha o crescimento de sobrinhos de sangue ou postiços) sabe quanto isso alegra uma mãe, certo?! É o progresso da fala
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Lembro bem que quando o CJ estava com 1 ano e 6 meses minha irmã mais velha, mãe de Enzo (9) e Giorgio (7) narrava as peripécias de ambos nessa fase de expansão da fala e me chamou muito a atenção quando ela disse que o Enzo conjugava verbos aos 20 meses e argumentava com a mãe quando contrariado… Já pensaram? Um bebê de 1 ano e 8 meses discutindo com a mãe, se achando de igual pra igual? Por mais que tenha vivido com ela aqueles momentos, ainda mais por ser a madrinha, eu não guardara em minha memória tamanha habilidade desse meu sobrinho, mas hoje me flagro observando coisas parecidas e rio sozinha por ver que ela não deve ter exagerado em sua narrativa. Eles – os bebês de hoje – são mesmo capazes de conjugar, memorizar, identificar palavras, verbos, nomes, lugares, situações, imagens… sempre repetindo o que houve nas músicas, na tv ou na conversa dos pais. Atentos são eles o nosso termômetro, nossos censores já que suas repetições do que dizemos de errado (ou feio!) servem para que a gente se policie mais e melhora a conduta do vocabulário.
Outro diálogo do meu pequeno que é frequente e incrível é o seguinte:
- Mamãe (risos), peito. O peito da mamãe tem mamá. Mamá do Cacá (dele, indicativo de posse, hein?!)
Pode uma coisa dessas?! Ah e quanto quer colo, quer mamar ou deseja companhia, vem a frase:
- Senta, mamãe. Seeennta… aqui. Mamãe titi, minha mamãe. Tudo com a voz mais doce do mundo e o sorriso mais maroto possível.
Poder acompanhar a chegada ao mundo de um filho, de uma outra pessoa já é algo incrível, muitas vezes indescritível, mas ajudar essa pessoinha a crescer, a conhecer as coisas, a se identificar com a família, com os amigos próximos e devagar apresentá-la ao mundo, à natureza e até mesmo aos desafios do cotidiano é uma bênção. E é nos pequenos detalhes, nas coisas aparentemente mais simples do nosso dia a dia, da nossa vida sempre tão corrida e estressante, que podemos perceber essa dádiva. E cabe a nós – pais – ensinarmos aos filhos o melhor e da melhor maneira….
… para que no final do dia você cante uma velha canção para o seu pequeno, num momento de total nostalgia como “I just called to say I love you” e ele te responda, do alto de seus 1 ano e 10 meses, com um sonoro “love you”.
Ouvir a voz do seu bebê retribuindo um carinho, um elogio, uma repreensão, ver que ele está adentrando a uma nova etapa de vida, ampliando sua comunicação é fora de sério. E até ouvir minutos e minutos dum discurso ligeiro, acelerado que soma todas as palavras do seu vocabulário atual somadas a palavras e onomatopéias inventadas (aparentemente sem sentido) mas de modo ritmado, acentuado e disciplinado faz tudo ficar excelente! E a magia disso tudo é que a partir de agora ninguém o segura mais, serão palavras e palavras sem fim…
Nossa, esse momento palavrinhas e letras me lembra um antigo livro: Palavras, muitas palavras, da Ruth Rocha.
“Cada letra do alfabeto é a primeira letra de muitas palavras que todos gostam e conhecem. Com muita graça e muita rima, todas as letras do alfabeto se apresentam para as crianças. Os desenhos, muito alegres, reforçam a proposta do texto”.











Palavras sem fim: o booom da fala: – http://tinyurl.com/y85nsdu #familia (via blog)
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Ti, fico feliz por você. A minha princesa está vivendo a mesma fase, tem a mesma idade do CJ, né?! E aqui parece que o “disco enroscou” porque ela repete tudo e fala o tempo todo.
A escola também influencia muito nisso. E a mãe aqui fica admirando, corujando como você, pois eles são tudo pra gente, né! Um beijo, minha linda.
Boa semana.