Filhos que herdam, dos pais, o gosto pelo futebol
DOMINGÃO… DIA DE FALAR SOBRE FUTEBOL, NOSSA PAIXÃO NACIONAL.
Primeiro Tempo: contextualizando
Meu avô era Ferroviário, coxa branca por anatomia (hehe), mas Ferroviário de coração. Minha mãe, tão gentil, torce para a vitória de ambos os times, como se isso fosse possível, assim não desagradaria ninguém e veria todos felizes, como se no futebol não fosse legal a “desgraça alheia”.
Meu pai sempre foi Palmeirense, por ter influência de paulistanos, mas também Atleticano (sim, do furacão paranaense) por morar muitos anos no Paraná e cá entre nós, pelas fusões que deram origem ao time.
Eu, desde que descobri o futebol, sempre fui Sãopaulina. Sempre desde que descobri Raí, o “muso” do Futebol Brasileiro e claro, créditos merecidos aqui presentes, desde que meu cunhado Gui entrou para a famíla, em 91.
Mas como o futebol é uma “caixinha de surpresas” e a vida em família um “novelo de lã”, achei um querido colega de escola que posteriormente virou marido, pai de meu filho, e que é um fã apaixonado pelo Coritiba (o Coxa de nem tantas glórias) e coube a ele nutrir em nosso pequenino garoto o amor pelo FUTEBOL, mesmo à revelia do avô paterno, também atleticano.
Intervalo…

Segundo tempo: a estréia no estádio
Antes do CJ nascer meu marido escolheu na lojinha do centenário Coritiba, no estádio Couto Pereira, em Curitiba, um macacão, uma pantufinha e um babador do Coxa. Equívocos de tamanho a parte, a idéia era receber em cores alvi-verdes o primeiro filho prestes a chegar. Com olhos entusiasmados pela paternidade e um sorriso digno de “dia de título”, ele presenteou a barriguda mamãe que precisou disfarçar o sorriso amarelo de frustração. Eu sabia que a partir dali não adiantava mais cantar o hino do São Paulo F.C. para a barriga todos os dias como vinha fazendo. Na porta da maternidade, ainda assim, um par de chuteiras do Coxa e outra do SPFC e as pessoas vinham no quarto a fim de ver gêmeos, hahaha.
Quando o CJ estava prestes a fazer 1 ano, já com as pernas musculosas de tanto o pai brincar de sacudi-lo de cima pra baixo e baixo pra cima ao som de “sai do chão, sai do chão, a torcida do verdão”, pulando em seu colo no afã de assim inserir as músicas de torcida na cabeça do pequeno, esse papai comprou o uniforme oficial do time para o CJ, com meião e tudo, só faltou a chuteira porque essa eu não deixei, já que seria um desperdício de dinheiro #falaserio.
Após muitos beijos no escudo do time, após a proeza de ensinar nosso filho a reconhecer o escudo em fotos, na internet, na TV e nas peças alusivas do time, finalmente, no último final de semana/feriado de Nossa Senhora e dia das crianças, o CJ conheceu o estádio por dentro, visitou o espaço e assistiu ao seu primeiro jogo de futebol. Num triste “jogo de várzea” entre Coritiba e Barueri, pelo campeonato Brasileiro 2009, o que seria o “jogo do centenário” foi apenas mais um e num fim de tarde frio, da gélida primavera curitibana, mas com a companhia de vários tios e primos queridos, estávamos nós pais com CJ feliz de colo em colo, aplaudindo tudo e olhando curioso. Na ocasião pode conferir o Vovô Coxa (mascote) acenar lá do campo para as crianças na torcida, a entrada do time, a folia da torcida Império e muita algazarra de torcedores animados e apaixonados… Agora é oficial, não tem volta! Nosso menino herdou o time do pai!








Querida Tiffany,
Você é mesmo uma graça de pessoa. Obrigada pela torcida e pelo carinho das palavras.
Um grande viva para todos nós.
beijinhos com muito afeto
Tiffany Reply:
outubro 18th, 2009 at 10:19 pm
Cybele, obrigado querida. Fico feliz com seu retorno.
Boa semana! Ti
Ti querida, voce consegue deixar tudo bonito. Essa homenagem ao papai Ju, ficou muito Ti (bonita, simpática, carinhosa, alegre e gentil). Quem sabe um dia ele permite que voce leve o CJ para conhecer o Morumbi? Devia, não?
Tiffany Reply:
outubro 18th, 2009 at 10:21 pm
Sim, mãe!!!!!!!! Só você mesma para me entender!!! Obrigado por torcer junto comigo por essa possibilidade. E que ela esteja próxima.
Quanto aos elogios, agradeço, mas sempre que uma iniciativa de louvar o outro ou enaltecer algo que proporciona alegria a um dos meus, estiver ao meu alcance, eu farei com satisfação e tranquilidade. Sabendo que meu marido fica feliz com o apoio que dou a ele e seu time de futebol porque não fazê-lo?! Amor é isso: doação.
Um beijo grande. Ti
Oi Ti,
Muito legal o texto… (tirando as brincadeirinhas a respeito das glórias do Coritiba). Só gostaria de deixar bem claro que não forcei nada, simplesmente vibro com o Coxa e o CJ segue pulando e gritando também, hehe!
Confesse a todos, você adora ver ele sacudindo o bracinho pela casa, gritando “Vedão eo!”
Um beijo,
Tadinho do Caio, se o pai Ju nao fosse teimoso, hoje o CJ estaria feliz com os 3×0 do Atletico sobre o Santo Andre, enquanto o coxa…nao passou pela gauchada. Caio, vc nao tem culpa meu queridinho, vovô te ama mesmo sendo coxa.
[...] volto a frisar. Como sãopaulina não pensem que fico triste, mas pelo marido e pelo meu filhote (que já contei aqui) ser Coxa Branco apaixonado, fico sentida [...]