Li “Como falar com meninas” e opino
Como falar com meninas, afinal? Falando, óbvio! Mas… e se você for um menino de 8, 9 ou 10 anos de idade? Quer dizer, e se você for um mero pré-adolescente envolto por uma camada de achismos, traços machistas, preconceitos e inseguranças naturais da idade? E se você fizer o “estilo nerd”, geek ou intelectual e o alvo dos seus olhares e possivelmente amor platônico – o que é totalmente condizente com a idade – for simplesmente a menina mais charmosa e popular da Escola?
Alec Greve, estudante, escritor e criança oferece as dicas pra você!
Quem? Uma gracinha de menino, atualmente com 9 anos, autor do BestSeller que dá nome a este post, Como falar com meninas, publicado no Brasil (traduzido) pela Editora Record, patrocinadora do BookCrossing dos Blogs da Rede MdeMulher.
O livro, lançado nos Estados Unidos, onde virou sensação após entrevista e “apadrinhamento” da renomada apresentadora de TV Ellen Degeneres (imagem do vídeo acima, em inglês), traz em sua curta leitura (de 45 páginas) a impressão dos valores sociais e morais que o pequeno Alec absorveu nesse curto tempo de vida, até aqui. o texto é bastante simples, por vezes repetitivo até, mas dá ênfase ao tema principal do livro, a conquista. A ilustração é muito fofa, bastante lúdica e é assim, através de traços simples e aparentemente frases simples que o garoto está ganhando milhões de dólares, adentrando num universo promissor (o editorial, e das comunicações) apenas vendendo coisas no que acredita e que, possivelmente nem vivenciou ainda. Não ouso dizer que ele está apenas reproduzindo o que foi dito a ele, os exemplos que presenciou e ouviu, mas é que, obviamente, tão novinho assim, ele não conhece ainda as alegrias e dores de amar e ser amado ou amar e não ser correspondido. Claro, cobrar isso seria demais pra ele, londe de mim. Mas se o tema é a conquista feminina, já que ao aprender a falar “e como” falar com as meninas, proporciona a ele e aos meninos em geral ganhar alguma coisa, a gente imagina que isso está embutido a velha relação homem-mulher, certo?!
Veja algumas dicas do Alec antes que eu lhe confunda:
“O certo a fazer quando você está apaixonado é:
Nunca seja exibido demais;
Não seja bobo demais;
Controle sua hiperatividade (se precisar, coma menos doce);
Tenha certeza de que seus amigos são legais e não vão tentar ficar com a menina de quem você gosta.
Finalmente, você precisa conseguir superar uma paixão se ela não der certo. Uma paixão é igual a uma doença de amor. Pode fazer você ficar maluco.
Tente não deixar que isso arrase você”.
Minha visão sobre o que o jovem Alec diz é diferente da dele, claro, especialmente porque ele é menino e eu, menina/mulher. Mas há quem concorde, aliás, há quem até se espelhe nele, visto que muitos homens por aí ainda tem a idade emocional de uma criança, certo?! Enfim, arranhões a parte, minha irmã postou em seu blog um pitaco masculino e infantil deste livro, após conversa com seu filho Enzo, 9 anos, a mesma idade e supostamente os mesmos desafios que os de Alec. Ela contou que a conversa foi memorável, pois Enzo “a convenceu, com uma lábia parecida com a de Alec, de que os meninos da mesma idade estão mais aptos a aconselhar uns aos outros sobre os relacionamentos com as garotas”. Por quê, perguntou a mãe e eis a resposta:
“Ora, porque as relações mudaram muito desde que os pais eram crianças. Mas eles são pessoas pessoas muito confiáveis, é claro. Só que antigamente não tinha internet, por exemplo, e boa parte das amizades com meninas se fortalece no MSN e orkut, Mamãe!”
Sim, as relações mudaram muito e claro que crianças e adolescentes se identificam muito mais entre si do que com seus pais, especialmente na hora de falar sobre namoros, amizades, desejos e expectativas. E sim, a nós pais cabe motivar certa independencia e claro, acompanhar a evolução dos pequenos até tornarem-se capazes de, com sua própria bagagem de vida, optar por esse ou aquele, por um caminho ou outro (mesmo que num determinado momento o coração de mãe fique doído por não poder interferir mais). Mas, precisamos ver este crescimento natural de nossos filhos e as mudanças da sociedade, das ferramentas que tanto intereferem nos relacionamentos e principalmente, enxergar como os nossos filhos lidam com dilemas como a conquista, as paixões, a aceitação junto ao grupo, a escolha das amizades, sem permitir que eles esqueçam os valores morais que ensinamos em casa e que são imutáveis, respeito a si próprio, respeito ao outro, compreensão, lealdade, compaixão e outros tantos…
Numa sociedade que vive a interação contínua e ininterrupta propiciada pelos meios de comunicação e pela internet, acompanhar os desafios a que nossos filhos estão expostos vai além de perigos “porta à fora de casa”, está em não promover (e as vezes fazemos isso inconscinentemente) a competição precoce – ainda que o mundo seja competitivo e possa ser cruel mais tarde, muito menos estimular o preconceito racial, cultural, social, econômico, físico, sexual dentro ou fora dos nichos de convívio mais próximo, como a família e a escola.
Em resumo, parando com as reflexões e voltando ao livro de Alec Greven, digo para as mães que tem meninos e meninos nessa fase pré-adolescente que vale a pena comprar ou emprestar o livro, pois ele estimula essa discussão entre pais e filhos e claro, entre os amigos sobre o quanto devem se precoupar em ser aceitos, seguir modelos pré-determinados de comportamento, agir de modo politicamente correto ou pior, incorreto visando atingir números (quanto mais conquistas melhor, não é assim que dizem os meninos?) e popularidade ou sendo apenas você mesmo.

Serviço:
Como falar com meninas, 46 pgs
Autor: Alec Greven, Editora Record, 2009
Valor médio: 22,90
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Li "Como falar com meninas" e opino: – http://tinyurl.com/ku5ylq #familia (via blog)