Filho doente? o melhor remédio é amor de mãe
Quando filhos adoecem a gente se perde num emaranhado de cobranças, preoucupações, tensão, sentimento de culpa, ansiedade, dor e zêlo. Queremos trocar de lugar com nossos filhos e sentir por eles o mal estar que lhe está afligindo. Nos cobramos por cada detalhe antes do filho ter adoecido, revivemos a rotina do dia anterior, o que poderia ter sido impedido, como ter agido diferente e imaginamos que, em breve, após a recuperação plena, algumas coisas serão diferentes. Após a melhora é uma coisa muito boa de pensar e ouvir. Depois… sinal de que, como diz o ditado, no final tudo deu certo… Isso é ótimo. Mas o durante é que é sofrido e tem me feito refletir bastante sobre o tema.
Na semana passada meu pequeno adoeceu. Febre alta. 38,5 graus na madrugada em tempos de gripe suína (vírus Influenza A). O pai viajava e nós estávamos sozinhos em casa. Aliás, ainda não conhecemos ninguém na cidade, então estávamos sozinhos mesmo… Parecer do médico: na falta de outros sintomas, era uma virose e possivelmente com fundo emocional pela ausência do pai. Alguns antitérmicos e banhos frios por 2 dias resolveram o problema e meu coração se aliviou

No dia seguinte um amigo do meu filho, quase 3 anos, soube que estava com a gripe suína, medicado com Tamiflu, aos cuidados da mãe em casa. O pai, zeloso e buscando agir com serenidade pediu que evitassem comentários para o coração nem dar espaço a maus pensamentos. Suspirei de volta porque imaginei a angústia de minha amiga. Hoje, após uma semana, ele passa bem e já planejam a festa de aniversário para este mês. Ufa!
No outro dia, um menino querido, pré-adolescente recém transplantado que minha tia hospedava para tratamento no HPP em Curitiba, sucumbiu aos tratamentos e à luta para viver e nos deixou… nem posso escrever mais porque desde a notícia até agora estou a rezar pela mãe, pelo amor deles e pelo sofrimento que isso representa.
Não bastasse tantas notícias preocupantes envolvendo a saúde e bem estar dos pequenos, meu pseudo-afilhado de 8 anos, foi hospitalizado por complicações ligadas a um problema cardíaco que já trata e o leva ao hospital (HPP) quase que mensalmente, sempre acompanhado pela mãe.
Há 2 dias, através dos e-mails do grupo de blogueiros do MdeMulher, do qual o Blogdati faz parte, acompanhava ansiosa a evolução dos quadros de gripe e pneumonia dos filhos de Lili Ferrari e Sam Shiraishi, minha irmã. Há pouco soube que as crianças estão medicadas, passam bem e seguem para plena recuperação nos próximos dias… Mas aí, fiquei pensando, como nós mães sofremos. Como é delicado não poder demonstrar medo e insegurança para o filho – quase nunca – especialmente quando se trata de sua saúde. Como somos estimuladas, até inconscientemente, a tirar forças sei lá de onde para sorrir, abraçar, fazer micagens, cuidar e velar o sono madrugada à dentro… como é sábia a natureza que mantém nosso físico funcionando mesmo quando não cuidamos dele apenas pensando no bem estar dos nossos amores… À estas mães que citei aqui e às mães de modo geral, 24horas ligadas nos filhos, em seu bem estar, segurança, saúde, instrução, educação, busquei uma ode – via internet – e faço minhas as palavras da poetiza, que buscou homenagear mães.
“O que seria de nós sem o seu amor?
Talvez, nem tivéssemos existido
Que mistérios envolvem todo o seu ser?
Que tantas qualidades as fazem-na muitas vezes padecer?Essa pessoa é capaz de nos dar atenção, carinho, a própria vida, instrução, repreensão.
Foi criada com uma camada de força
Para suportar e enfrentar qualquer tipo de problema
E a única coisa que a preocupa, é se estamos bem.
Muitas vezes essa pessoa dotada de força, tira do que é dela por direito
Só para nos ver sorrir, alegrar, conquistar…
Ela sabe o quanto é difícil deixar,
Negar seus sonhos, desejos, vontades, em prol de outrem.
E só existe no mundo inteiro alguém para quem a gente nega a própria vontade:
É a pessoa amada!
E como ela nos ama!Assim com Deus, ela cria um mundo especial só pra nós
Gasta tempo em construir esse mundo
Pensa em tudo nos mínimos detalhes
Não quer deixar faltar nada.
E quando ela tem o prazer de desfrutar de momentos com esse novo mundo e a pessoa amada…
Muitas vezes ela precisa ir trabalhar
Ficar longe, se ocupar…
Mas há uma ligação tão forte com esses dois seres que se amam
Que mesmo eles estando longe um do outro
Podem sentir os mesmos sentimentos:
As mesmas dores
As mesmas alegrias
As mesmas conquistas
Uma infinidade de coisas.
Só ela para poder entender o que se passa dentro de nós
Simplesmente por causa de um olhar.Creio eu que Deus gerou dentro dela
Mais do que simplesmente um Dom
Gerou Seu próprio caráter
Sua natureza.
Ser mãe não é uma questão de Ter Dom para a coisa
É ouvir a um clamor
Que vem de dentro
Da vontade de gerar um ser que ela possa cuidar
Instruir
Moldar
Comungar.Talvez você Mãe, esteja dizendo consigo mesma: “acho que não tenho todas essas características.”
Você as tem!!!
Acorde-as!
Desperte-as!
Ponha-as em prática!
Elas não estão aí por acaso.
Deus as colocou com um propósito:
Mulher!
Mãe!
Sê tu uma bênção!!!Com tantas qualidades e virtudes que ela te3m
Bastaria um dia apenas para celebrar tudo o que a faz ser o nosso bem?
Não.
Recuso-me a seguir o sistema desse mundo
Que nos incentiva a tratá-la indiferente
Que nos mostra um amor superficial.Amar uma mãe não é simplesmente dar presentes
Mas é acima de tudo
Guardar seus mandamentos”. (Ode à mãe, por Sandra Helena. Site Algo Sobre)
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Olá!
Gostaria de saber seu email de contato, pois estamos preparando uma ação em blogs e o seu se encaixa no perfil.
Se possível me mande um email que explico como vai ser.
Bjs
Tiffany Reply:
setembro 4th, 2009 at 4:17 pm
Claro Deisi, entro em contato com você. Obrigado pela visita.
Um abraço, Tiffany
Oi Ti
Nossa me emocionei com o seu post, realmente nos que somos mães temos uma “bateria” super extra, pois conseguimos nos momentos mais dificies permanecer calma, passar tranquilidade e segurança aos nossos pequeninos.
E olha posso dizer por experiência que já passei por momentos muito ruins com os exames do Dannynho e como é doloroso nessas horas de angustia a gente se manter firme e ao encontrar os olhinhos deles cheios de água, esperando encontrar na gente a segurança e o conforto.
E por mais doloroso que nos seja a situação, temos que nos manter firmes, acreditando sempre que Deus estará olhando por nos e por eles sempre.
Beijos Jô
Tiffany Reply:
setembro 11th, 2009 at 7:17 pm
Eu sei Jo, que é tudo muito doloroso e desafiador. Ver um filho com simples febre ou doente não é fácil, nos faz buscar forças onde não temos a certeza de haver, mas sempre conseguimos. Conseguimos ser vitoriosas e mostrar que o amor supera tudo, certo?! E você tem feito isso muito bem. Deus os proteja, olhe pelas crianças e te dê muito ânimo e disposição para enfrentar os desafios que a vida está lhe impondo.
Estou sempre orando por vocês. Um abraço grande. Ti
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