E-famílias e a educação na era digital
Na última sexta-feira, 15 de maio, essa foto foi uma das imagens que ilustraram a reportagem feita pelo site de notícias G1 sobre o tema pais e tecnologia, que trazia a reportagem “Pais antenados contam como educam filhos da geração digital“.
A reportagem que trouxe como entrevistados os membros de três modelos de família paulistanas bem diferentes apontava suas maneiras de lidar com a internet em suas relações acadêmicas, entretenimento, trabalho e até familiares. A mesma me causou uma satisfação grande porque uma das famílias é a de minha irmã Geek, Sam Shiraishi, entusiasta das redes sociais, dos blogs e outras ferramentas que permitem interação graças a web 2.0.
Tudo começou assim:
“No último Natal, Enzo e Giorgio Nunes da Silva ganharam de presente dois notebooks — um para cada irmão –, que usam em sua casa equipada com conexão sem fio à internet, em São Paulo. O que torna a história curiosa não é necessariamente o presente, mas sim a idade deles: Enzo acaba de completar nove anos, e Giorgio tem seis”.
Quando eu li esse trechinho inicial da reportagem já me animei, porque eu mesma não acreditava que meus sobrinhos pudessem lidar tão bem com os instrumentos COMPUTADOR NOTEBOOK + INTERNET SEM FIO e critiquei a iniciativa de meus pais – os avós – quando soube que este seria o presente do último Natal. Como palavra de tia não pesa – não para esses assuntos – o presente foi dado e como diria a minha falecida Vó Maria (que eu sempre cito) “a língua é o chicote da bunda” e eles usam tão bem os computadores que seria uma dozinha se não os tivessem. Usam, inclusive, para se comunicar com meu filho através do messenger, como relato de minha irmã, no post “Primos por MSN”, já que eles moram em SP e nós aqui no Rio de Janeiro.
Corujices à parte, a matéria bem enxuta e esclarecedora nos chama à reflexão sobre o tema tecnologia e filhos. Eu costumo dizer que hojem dia as crianças são tecnológicas, parecem já nascer com habilidades para interagir e administrar ferramentas ligadas a tecnologia assim… facilmente. Claro que não podemos comparar as crianças que temos hoje com as que fomos décadas atrás, afinal, o contexto mundial se alterou, se ontem éramos parte de uma pequena comunidade além de pertencer às nossas famílias, hoje somos globalizados, pertencentes real e virtualmente ao mundo muito maior, com novidades e informações sendo produzidas e compartilhadas a todo o momento, o que faz natural o desejo de nossos filhos quererem participar ativamente desse cenário tb via internet, fazendo uso de comunicadores instantâneos, redes sociais e afins.
Pais que hoje não estão “ligados” (aqui entre nós, familiarizados intimamente) em MSN, Orkut, Facebook, Youtube, Flickr, blogs diversos, entre outros programas e ferramentas de comunicação, expressão e produção via internet, devem se agilizar para conhecer mais e aproximar-se de seus filhos, de repente até, melhorando seus próprios relacionamentos já que, inegavelmente, grande parcela da população com acesso à internet hoje, agiliza seus contatos de networking e relações familiares através da mesma… Fica a dica.
O grande alerta de pesquisadores, especialistas e pais mais participativos é para que haja conversa entre pais e filhos sobre as necessidades, benefícios e riscos do uso da internet para crianças e adolescentes, em casa ou na escola, além da estipulação de regras e condições para o uso adequado. Como diz a matéria mencionada, “a criação de regras de uso para o computador (sites permitidos, proibidos, horário de acesso) já fazem parte do “pacote” de educação de pais antenados que querem ensinar as crianças como navegar de forma segura”.
Pais, boa sorte na batalha!
Sugiro lerem, sobre o mesmo assunto, a reportagem “Saiba como educar as crianças para uma navegação segura na internet“.
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Ti
Eu estive lendo a materia no G1 sobre essa familia super conectada e achei muito legal, e eu digo que os pequenos agora nascem totalmente digitais, pois com tantos botões por volta eles nascem já com e-mail próprio.
E que lindo eles conversarem com o CJ pelo msn, aqui como minha sogra se mudou para outro bairro e não está mais tão presente na vida deles, eles também tem corrido ao msn para contar as novidades a avó ou simplesmente para deixar um oi, e claro sempre com a minha supervisão, e aqui também tem horários para mexer, que se caso não cumpram com suas tarefas de casa esses horários podem ser retirados, mas a também o direito de ganhar um horário a mais quando se ajuda nas tarefas sem que haja as temerosas brigas entre os irmãos.
Acho que devemos sim deixa-los entrar nesse universo tão grande quanto é a internet, mas sem esquecer que eles são crianças e que precisam sim de uma supervisão e apoio constante.
Beijos Jô
[...] Agora, mudando de assunto, preciso comentar que aos 16 meses a consciência do “estou fazendo algo errado, mas quero insistir assim mesmo”, se arriscando, ousando e testando os limites sugeridos pelos pais é o que mais tem me impressionado. Temos vivido, àvidos por conseguir controlá-lo, oferecendo-lhe uma boa educação, mas ao mesmo tempo sendo surpreendidos a todo o momento e muitas vezes nos esforçando para controlar o riso de satisfação e orgulho, algumas situações surreais, como flagrar o CJ subindo na cadeira sozinho para teclar no notebook, ligado e deixado sozinho na mesa da sala. Ele sabe que não deve mexer ali, pois inúmeras vezes repetimos que é frágil, que não é brinquedo e que só adultos podem mexer… mas ele aguarda a nossa saída do cômodo para então iniciar as tentativas de “descobrir e conhecer” teclas, buscar pelas fotos que baixamos ou recebemos por e-mail – estas que podem ser o pivô dessa história toda, já que ele vê as fotos na tela, gosta e quer mais. Surpreendidos por nós, os pais, ele arregala os olhos, solta o verbo no melhor nenenês possível e logo desce da cadeira ou ergue os braços pedindo colo, sabendo muito bem que precisa sair dali o quanto antes!! Já pensaram? O mais interessante é que essa é apenas uma das safadezas, obviamente um dia estimulada por nós, já que ele demontra interesse pelo computador, pela web cam, pelas imagens da internet e tem razões como contei num outro post. [...]