Não há lugar como o nosso lar
Essa frase é conhecida de todos, “não há lugar como o nosso lar”, seja pela voz de Doroty, a personagem do filme O Mágico de Oz (there’s no place like home) ou por experiência própria e junto dela são sempre trazidos os sentimentos de nostalgia, aconchego e conforto que nossas casas e nossas coisinhas podem nos oferecer após grandes viagens.
Eu conheço bem o que é viajar e ficar com saudades de casa, da nossa privacidade e até da nossa rotina, mas tenho uma nova “impressão” sobre o termo a partir das reações do meu pequeno desde que chegamos de viagem no último domingo, a tarde. Ele chegou tão curioso por reconhecer o prédio, o elevador, o corredor e a porta do apartamento, que entrou em casa de sopetão buscando a televisão e o acesso para seu quarto… mal nos deixou tirar o sapato e trocá-lo de roupas… mexeu em todos os carros, motocas e afins. Olhou com encantamento para os bichinhos de pelúcia, mostrou carrinhos e bonequinhos para o pai… encontrou o piano com músicas diversas e após apertar os botões favoritos, dançava e girava no mesmo lugar, sorrindo. Ele ficou tão contente que umas 2 horas depois, quando eu já havia desfeito as malas e guardado tudo nos devidos lugares, chamava para “passear” – a palavra mágica aqui em casa – e ele ignorava porque queria ficar brincando no quarto, sozinho, curtindo.
Saímos, voltamos e os cumpadres vieram nos ver… enquanto assistíamos as finais do Carioca e o Paulistão, o CJ ia do quarto para a sala e vice-versa, trazendo um brinquedo de cada vez, chutando bola, conversando numa mescla de nenenês com português, arriscando montar frases que expressassem sua satisfação de ver e matar as saudades de todos os brinquedos que haviam ficado para trás durante a nossa viagem para a cidade dos avós. Um graça!!!
Dia seguinte, a surpresa: amanheceu chamando o Ditian (meu pai), as vovós e o Vovô bigode (meu sogro). Com o telefone em punho ele andou atraz de mim pela casa toda, pedindo para eu ligar… judiação… deu pra ver que está com saudades. E como explicar para um menininho de menos de 1 ano e meio que as pessoas – por mais queridas que sejam – moram longe e nem sempre podem se ver?! É… não há lugar como o nosso lar, mas melhor seria se o lar fosse sempre perto de quem amamos.













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