A sogra vale um post?
Olhem que coisa mais interessante… há pouco menos de 1 mês eu recebi a visita de minha sogra, em casa, no Rio. Ela fora nos ajudar a procurar imóveis, pois vivemos “àquele” período de mudança iminente, depois de alguns anos morando no mesmo lugar…
Enfim, estando conosco, surgiram momentos em que os conselhos de pessoa mais velha, mais experiente e vivida acabaram querendo sufocá-la e por isso foram saindo… falando conosco sobre a vida de casais, sobre a larga experiência com filhos, a educação, os mimos, as frustrações e concessões que precisamos muitas vezes fazer em nossas vidas para alcaçar obejtivos traçados, ela tinha a intenção de nos acalmar, orientar, tranquilizar e dar apoio…
Tanto minha sogra quanto minha mãe fazem assim, relatam momentos de suas vidas na juventude e/ou no início do casamento, de uma empreitada profissional ou mesmo plano familiar para atividade-fim buscando assim nos mostrar como todos passam por situações delicadas, por dilemas, por dificuldades e na mesma proporção ou maior, por momentos que deveriam – e gostaríamos mesmo – que fossem eternizados em nossa mente, dias felizes e inimagináveis… ou seja, nos falam sobre a vida, sobre o dia a dia, sobre as conquistas que podemos alcançar sozinhos, com nossos parceiros, nossos filhos e com as famílias como testemunha.
Quando minha sogra foi embora, entrando no taxi apressada e sem muitas delongas já que despedidas não são o seu forte, meu filho de 1 ano chorou e disse “vovó”, com a mãozinha estendida na direção do carro que ia embora… eu o abracei e disse que a vovó o amava muito, mas que morava em outra cidade e estava com saudades da casinha dela. Passou. Ele ganhou um brinquedo para distrair, coisa simples, da papelaria próxima mesmo… chegamos em casa e, com todo o sentimento cabível numa expressão facial, ele fixou os olhos em nosso mural de fotos voltando a dizer: vovó! Foi o suficiente para cair minha ficha e reforçar o que eu, inconscientemente, já sabia há algum tempo… as avós são de fato fundamentais e quer seja mãe ou sogra, não podemos abdicar da companhia delas, nunca, nem mesmo na hora dos conselhos nem sempre agradáveis ou mesmo dos puxões de orelha. Não podemos nos irritar com elas, nem magoar com comentários mal ditos daqueles que soam provocação mesmo que a intenção não o fosse, não podemos reclamar demais, nem apontar claramente seus defeitos… Devemos, sobremaneira, amá-las, compreendê-las, aplaudí-las pela trajetória vivida até hoje (até cada momento em que estivermos presentes umas nas vidas das outras) e conviver bem com elas porque uma é nossa MÃE, a outra é MÃE da pessoa que amamos, nossa SOGRA. Com atitudes peculiares, com suas idiossincrasias, a partir de suas bagagens de vida, criação, pré-conceitos, com seus desejos e anseios, elas são o que são, únicas. Vez ou outra podemos sonhar em mudá-las, melhorá-las ou corrigí-las, mas não devemos! No fundo, nem precisamos.
Como não aprender a querer bem, aproveitar a companhia, criar laços e vínculos positivos respeito mútuo, afeto, franqueza, bom humor e alegria em relação a pessoa cujo ventre gerou o marido que tanto amamos? À mulher que deu à luz, criou, amou, educou e formou o homem que fez você se apaixonar e acreditar que era o melhor do mundo por isso o escolher para casar e construir uma família? Se você tanto ama esse homem, deve aprender a amar sua sogra também, porque ele com certeza tem muito dela… e CONSEQUENTEMENTE, sua sogra aprenderá a amar você de volta, respeitá-la e querê-la bem, afinal o dodoizinho agora é cuidado, acalentado, amado e protegido por você… Parece que estou brincando com as palavras, eu sei e de fato, quem me conhece, imagina minha voz narrando, mas com ou sem o tom de brincadeira, a intenção é séria e das melhores, reconhecer que noras e sogras devem e aprendem a se gostar em nome do amor que sentem em comum pela mesma pessoa, creio que é o único tipo de relação em que duas mulheres amam o mesmo homem e são felizes por isso
hahahahaha
Por isso, pensando nos gestos afetivos, puros e ingênuos do meu filho (que um dia me trará uma nora também), quando minha sogra foi embora de casa, eu refletia sobre as coisas que ela havia falado naqueles dias e em outros, desde meu casamento quando surgiu a duvida: “a sogra vale um post?” e agora constato que sim. Desde modo, aproveito para agradecer a ela por todas as experiências que temos vivido e com certo atraso (já que comecei a escrever este post ontem, dia 28, mas só consigo finalizá-lo hoje, 29) desejo publicamente:
UM FELIZ DIA DA SOGRA!!!
Abraços para você Nica!










Ti,
Fico muito feliz que você possa dizer isso de coração.
Acho sim que as avós são fundamentais para os netos, motivo pelo qual vivo brigando com meus pais para eles voltarem a morar perto da gente, mas, infelizmente, nem todo mundo consegue ter uma relação tão saudável com a sogra ou o sogro.
Hoje mesmo eu falava disso na hora do almoço, afinal, são duas famílias de origens, jeitos, formação diferentes que precisam achar uma forma de conciliar isso. Uma tarefa mais difícil que casamento.
Beijos
Sam Reply:
abril 29th, 2009 at 7:52 pm
eu também queria muito que meus pais morassem mais perto da gente… mas nem sempre conseguimos tudo, né?
Tiffany
concordo com suas palavras, a vovó é única e insubstituível, como eu escrevi há algum tempo. E me emocionei com a imagem do querido Caio. Sorte dele, e de vcs, por terem todos os avós tão amorosos e empenhados em conviver com vocês. Deus proteja sempre esta bela relação e o respeito que pauta seu relacionamento.
P.S. Lembra-se deste dia da vovó?
Ti
Realmente tenho que concordar com você o relacionamento com a sogra se faz necessário, afinal o filho dela não é o unico que iremos amar em comum, logo apos viram os netos, não tenho o que reclamar de minha sogra, já tivemos altos e baixos, mas no momento mais difícil da minha vida ela estava ao meu lado e como uma mãe me protegeu, acalmou e amparou, devo muito a ela pelo que sou hoje e pela mãe que consigo ser ao meus filhos.
Suas palavras são certas e de uma profundidade magnífica, parabéns as sogras e parabéns a nós futuras sogras também.
Beijos Jô
Ti,
Que sogra linda vc tem!! E que novinha!!!!
Olhe, eu sinto muito que Yumi e Kazuo não possam ter os avós pertinho deles. Minha mãe já se foi, meu pai mora longe, meu sogro e sogra também moram longe e são super ausentes como avós (eu insisto para nos visitarem, mas ninguém vem…). Eu fico realmente triste com isso, pois acho que o amor de vovó é muito importante para a formação da criança!
Quando vejo mães que reclamam que os avós estragam os filhos, eu sempre digo: “aproveite!!! faz um bem imenso para seus pequenos curtirem e serem curtidos pela vovó e pelo vovô!”
Enfim, que legal que vc tem essa visão e vai poder proporcionar essa convivência do CJ com os avós.