Down: e se fosse você?

Posted by @blogdati On março - 25 - 2009 1 Comment

Dia 21 de março, dia internacional de comemoração da Sindrome de Down. O Jornal Nacional de sábado trouxe a público histórias bem interessantes e positivas de superação, amor, base familiar e vitória sobre preconceitos enfrentados por jovens portadores da síndrome. Em minha família não temos nenhum caso de down, mas sempre convivemos com amigos que eram pais (e ainda são) dessas crianças especiais, com down ou outras síndromes, o que exige muito mais amor e dedicação de pais, mães e irmãos… o que nos mostra outras dificuldades enfrentadas para o dia a dia do que as que nós costumamos vivenciar e principalmente, o que nos leva a apreciar e valorizar ainda mais a força e amor incondiscional de pais que acabam doando integralmente suas vidas na tentativa de inserir seus filhos na vida social, familiar (muitas vezes) e dar a eles educação, cultura, lazer e oportunidades de trabalho, ainda que inúmeras barreiras teimem em aparecer no seu caminho. Enfim…

Na reportagem do Jornal Hoje mostraram um site através do qual uma pessoa coloca sua foto e o feedback é a seu rosto como se fosse down, com aqueles olhos característicos da síndrome, permitindo a quem “faz a simulação” um impacto e uma aceitação dessa figura. Adilson Xavier, diretor dessa campanha de inclusão social para portadores da síndrome, de iniciativa da ONG Metasocial, disse que “esse processo de criar intimidade vai quebrando as resistências e agiliza uma consciência social. A diferença é saudável. O convívio com a diferença é algo que enriquece a gente”.

O legal dessa reportagem e de outras que tenho visto nas últimas semanas (sobre o tema) é que mostraram jovens com a síndrome trabalhando em atividades ligados ao atendimento ao público, de modo desprendido, enfrentando pequenas dificuldades, o preconceito e as situações corriqueias comuns a qualquer pessoa. Jovens dedicados, bem intencionados, carinhosos e com sólida base familiar, a maioria inclusive, com talentos artísticos e/ou musicais. Inpendente da expectativa de vida e dos inúmeros problemas de saúde que possam ter, são pessoas vitoriosas e esforçadas, o que vale como exemplo para tantos jovens depressivos,  revoltados e mal agradecidos com a vida que tem, como vemos diariamente por aí.

E sabem que depois de ver a matéria, conversando com meu marido, lembrei de meus antigos alunos (jovens com os quais dividi a parceria de ser professora com minha amiga e comadre Veronica), num projeto social chamado Consórcio Social da Juventude – CSJ, de iniciativa do Ministério do Trabalho, com auxílio da Secretaria de Trabalho e Ação Social do Paraná. Na época, ongs foram selecionadas para indicar alunos de comunidades carentes para realizarem cursos profissionalizantes (oficinas) e terem aulas de inclusão digital (onde eu entro) e outras… Os alunos a que me referi eram adolescentes com deficiência mental por razões diversas e assim, com intensidades diferentes, frequentadores de uma escola com trabalho específico nessa área, em Curitiba. Jovens curiosos, aprendendo a lidar com hormônios e aspirações comuns da idade,  alguns com mais ou menos dificuldades intelectuais, motoras até, mas alegres (indiferente às bagagens familiares e sociais que traziam consigo), dedicados e motivados a aprender tanto nas oficinas da escola quanto nas atividades propostas pela ação social do CSJ. E muitos deles, após os cinco meses de curso, foram contratados e estão há mais de 3 anos, trabalhando como atendentes e auxiliares na rede Cinemark, em dois shoppings de Curitiba (Muller e Barigui). Até hoje, já revi vários deles, mas apenas 1 me reconheceu, para meu pezar, mas tudo bem, minha gratificação é vê-los fazendo tudo certinho, organizados, solícitos e nitidamente satisfeitos pela oportunidade e pelo trabalho. Muito lega. Ações assim dão ânimo!

Serviço:

A pedido do Jornal Nacional, a jornalista Patrícia Almeida, coordenadora do Instituto MetaSocial em Nova York, selecionou links com informações valiosas sobre Síndrome de Down e inclusão social. Se você tem interesse em aprender mais ou se aprofundar nesses temas, esse é o lugar certo. Aproveite! 

Instituto MetaSocial : Há 15 anos atua na conscientização da população através da mídia. Responsável pela campanha “Ser Diferente é Normal”, apoiou a produção da novela “Páginas da Vida”, do filme “Do Luto à Luta” e da personagem Tati, da Turma da Mônica.  

Site-manifesto do Instituto MetaSocial : A Síndrome de Down como símbolo do desejo de sermos todos respeitados. Ser diferente é normal.

Inclusive – Agência para Promoção da Inclusão : Apresenta notícias sobre as diversas áreas da deficiência, além de conteúdo sobre a inclusão escolar.

Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down : Reúne as associações de síndrome de Down de todo Brasil.

Grupo de Discussão Síndrome de Down : Formado por mais de 1,6 mil pessoas, entre familiares e profissionais, que compartilham seus conhecimentos e experiências. O melhor lugar para obter informações e tirar dúvidas sobre o tema.

Down 21 Brasil : Informações gerais sobre Síndrome de Down. Versão em português de um dos mais completos sites sobre o tema no mundo, o Canal Down 21 da Espanha.

Você também pode tirar dúvidas sobre a Síndrome de Down pelos emails contato@metasocial.org.br e sindromededown@gmail.com.

Related Posts with Thumbnails

One Response so far.

  1. Ti disse:

    http://ego.globo.com/Gente/Fotos/0,,GF70537-9801,00-GUILHERME BERENGUER E OUTROS FAMOSOS NA CAMPANHA SER DIFERENTE E NORMAL.html#fotogaleria=1

    nesse link do site EGO há fotos de atores famosos com seus rostos alterados, mostrando como ficariam se tivessem down. Vale uma espiadinha.

Leave a Reply





Sponsors