Laurinha muda de idéia… a história da minha vida!
Quando criança, minha mãe me presenteou com esse livro da figura ao lado. “Laurinha muda de idéia” foi, apesar das suas poucas páginas e tônica singela, parte pontual da minha educação e sentimento de solidariedade.
Com certeza foi através da ursinha Laurinha (nome aliás do qual sou muito fã – ops, nunca comentei isso com a Re Mateoni) que eu comecei a aprender que não devemos ter apego material pelas coisas que compramos, ganhamos ou recebemos, que os bens materais não são nada concretos em nossa vida, mais importante são as pessoas, os sentimentos e as lições que vida que aprendemos todo o tempo, a partir de uma vida bem vivida.
Quando pequena eu adorava meus bichos, brinquedos, pertences e assim como Laurinha tinha uma certa resistência por oferecer meu brinquedo usado a quem nem isso tinha, mesmo que um novo brinquedo estivesse chegando às minhas mãos. Na nossa família, existe a máxima, aplicada com entusiasmo por minha mãe, de que “quando ganhamos ou compramos uma roupa nova, por obrigação doamos uma velha”, assim mantemos uma onda de vibrações de generosidade, desprendimento e ainda ajudamos o próximo, assim Deus sempre continuará nos ofertando condições de ter mais. E “Laurinha” fecha com isso!
Mas por que estou falando desse livrinho, que tanto me marcou na infância? Porque meu pequeno CJ, graças a Deus, tem recebido muito dos familiares e amigos mais chegados, mas não tem conseguido brincar com todos os ursos, bonecos, bichos e brinquedos afins que andou ganhando… muitos estava apenas ficando empilhados nas prateleiras do seus quartinho e ali, fazendo “cara de tristes” com aqueles olhinhos amendoados típicos de pelúcia, conquistaram a atenção dos pais para uma causa mais nobre. Decidimos doar parte deles para uma escola ou creche da Prefeitura e assim participar da vida e brincadeira de outras crianças… Cá entre nós, imagina algo melhor para a vida de uma pelúcia do que alegrar e entreter o maior numero de crianças possível?! Perfeito.
Então, ontem, CJ e eu fomos até a Creche Municipal Marechal Hermes, zona sul do Rio, e deixamos nossa doação na brinquedoteca do lugar. Depois de conversar rapidamente com diretora e professores, escutamos ainda na calçada, os gritinhos das crianças que viram o pacotão chegando e até os suspiros e comentários de algumas funcionárias da Prefeitura. Acho que nosso gesto valeu a pena, afinal.
E assim passo adiante (ao meu filho e quiçá filhos de outros) as noções de solidariedade e desprendimento material que aprendi com Laurinha, por intermédio de minha mãe
P.S. ansiosa por achar a imagem da capa deste livro, fiz um search legal na rede, mas só a encontrei num perfil de blog, assim agradeço a pessoa que ali postou a figura… valeu.
Comments
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OI Ti!
Muito legal essa sua atitude, aqui em casa fazemos o mesmo, levamos tudo para o Cmei Pimpão (onde o Ramon frequenta), e lá a festa e geral também, assim como roupas e sapatos que não servem mais, assim como você eu tento passar esse ensinamento para as crianças, que quando ganham algo, sempre vamos procurar nas caixas o que pode ser repassado para que o brinquedo permaneça vivo em outra criança.
Parabéns pela sua linda atitude.
Beijos Jô
Tiffany Reply:
março 17th, 2009 at 8:28 pm
Obrigado pelo “linda atitude”, fico feliz de ler isso… e que bom que a prática aí na sua casa é a mesma, assim somamos mais esses valores à educação de nossos filhos, certo? Um bj em todos.
Eu quero esse livrinho!!!!!rs
Que fofo! Vou procurar.
Belo exemplo para o CJ, Ti. Ele ainda não entende direito, mas já já vai começar a entender.
A gente aqui costuma doar para o Educandário ROmão Duarte, no Flamengo, que é creche e orfanato.
Beijo!
Re
Tiffany Reply:
março 25th, 2009 at 6:27 pm
Re, já ouvi falar do Educandário Romão Duarte… tinha lido em alguma revista de fofocas (hehe) que a atriz Daniele Winits é colaboradora do lugar…
E numa das minhas buscas por imóveis já passei em frente, mas não conheço a obra. São idôneos? De repente faço uma visita e começo a colaborar com eles assim que possível.
Se eu achar o livrinho, guardo pra vocês. Um beijo
[...] o livro Laurinha Muda de Idéia, presente de minha mãe quando eu era criança, sobre o qual postei* neste mesmo mês, ano passad0 com a máxima da nossa família, aplicada com entusiasmo por minha [...]
[...] engraçado eu dizer isso porque sou a favor de doar* brinquedos e demais pertences sem uso para quem precisa, filosofia herdada da minha mãe e [...]