mar 13 2010

Zoo do Rio tem filhotes novos

Posted by Tiffany

O final de semana chegou e qual é a nossa programação?

Acabei de escutar essa indagação por parte do marido querido… Hum… ainda estou pensando, respondi.

Na tentativa de planejar bem alguma coisa para fazermos com o pequeno CJ, fui pesquisar e descobri através de matéria* do R7 (Portal da tv Record) que há novidades em forma de bicho no Zoo do Rio de Janeiro. Isso mesmo, filhotinhos :)

“Filhotes de tamanduás e macacos estão encantando visitantes no zoo do Rio de Janeiro. O zoo é o mais antigo do país e atrai visitantes de todas as idades.  Em alguns meses, o parque chega a receber mais de 120 mil pessoas”.

Pelo vídeo exibido abaixo já é possível apreciar um pouquinho esses filhotes e alguns outros belos animais recebidos e cuidados no zoológico carioca, assim para quem não puder ir, as imagens ficam de quebra-galho, mas se a visita puder se concretizar, melhor ainda. Fica a dica!

mar 12 2010

Teatro infantil em Niterói: patinho feio e 3 porquinhos

Posted by Tiffany

:) Dica de Tati Gallo… que nos convidou para curtir junto. Duas peças de teatro infantil em cartaz neste final de semana em Niterói.

O Patinho Feio em cartaz no Teatro Abel*, em Icaraí.

Endereço: Rua Mário Alves, 2, Icaraí, Niterói
Telefone: 2195-9800
E-mail: teatro@abel.org.br

Sinopse:

Pela primeira vez no palco do Teatro Abel, “O Patinho Feio” fica em cartaz até 28 de março. O espetáculo narra a incrível aventura de um patinho que se achava diferente de todos. Ainda no ovo, ele foi perdido na floresta por sua verdadeira mãe, e nem bem tinha nascido, já era cobiçado por uma bruxa que planejava usá-lo em um grande feitiço que a tornaria jovem e linda para sempre. Um desejo que só seria concretizado se a bruxaria fosse feita com um ovo de cisne. Mas o bendito ovo é encontrado por Urubaldo, que finge ser um meteorologista de plantão, informando a todos se vai chover ou fazer sol. Sem perder tempo, ele coloca o ovo no ninho da dona Galinda, gerando uma grande confusão: quando os pintinhos nascem, o Galo Carijó e todos da redondeza comentam que há algo diferente naquela família.

Triste e se achando o mais feio dos seres do planeta, o Patinho sai pelo mundo à procura de seus verdadeiros pais. Mas, tadinho! Nem percebe que a bruxa Emy, mala que só, está esperando uma oportunidade para agarrá-lo e levá-lo para a sua caverna, onde poderá transformar, enfim, o seu desejo em realidade. Em meio a essas e outras confusões, e com a participação do público, o espetáculo vem recheado de situações engraçadas, que chegam ao esperado final feliz para todos, menos para a bruxa Emy.

Serviço:

Temporada: de 27 de fevereiro a 28 de março de 2010

Horários: sábados e domingos, às 17h

Preço: R$ 30,00 inteira, R$ 15,00 meia e R$ 20,00 com filipeta

Classificação etária: livre - Duração: 1h

***

Os Três Porquinhos, no Espaço Cultural AMF/Unimed* – Teatro Eduardo Kraichete, Icaraí

Uma adaptação da clássica história dos 3 Porquinhos, dirigida por Cristiane Sanctos que sobre a peça disse assim “viajar ao mundo dos livros e se encantar, entrar na história, se divertir com tudo e ainda poder refletir sobre os valores da amizade”.

Serviço:

Av. Roberto Silveira, 123, Icaraí, Niterói, RJ, (21) 2710-1348

Apresentações: sábado e domingo, as 17hs.

Preço: R$26,00 inteira e R$15,00 com filipeta.

Classificação: livre

mar 12 2010

Ciberativismo é mais motivado quando as imagens nos chocam!

Posted by Tiffany

Ciberativismo, “uma forma de ativismo realizado através de meios eletrônicos, como a informática e a internet. É uma alternativa aos meios de comunicação de massa tradicionais, permitindo-lhes “driblar” o monopólio da opinião publica por estes meios, ter mais liberdade e causar mais impacto, ou é apenas uma forma de expressar suas opiniões”. (wikipedia)

Não importa a definição, tendo meios para fazer, para mobilizar pessoas e forçar questionamentos, acho que não podemos ficar em silêncio.

@cybelemeyer postou uns vídeos interessantes sobre as “sacolinhas plásticas” no Blog Educar Já* e me fez lembrar duma cena que nos aconteceu 2 semanas atrás, mais ou menos… na hora fotografei porque me choquei ao ver e senti pena tb, mas foi ao ouvir um comentário do meu filho de 2 anos que eu caí em mim:

Mamãe, olha só, o piu piu pomba comeu aquilo!

Aquilo não foi comido, mas estava preso no pescoço da pobre ave e parecia não ter como se soltar tão facilmente… Sim, era uma sacolinha plástica. A fotos seguem abaixo.

No Blog Nosso Quintal é possível encontrar testemunho e dicas de como lidar com as tais sacolinhas. Vale espiar, por aqui*

No Blog A Vida como a Vida quer também traz uma série de textos, críticas, idéias e exposições sobre o tema Sustentabilidade, assinados por @samegui. Acesse*

Lucia Freitas, em Faça a sua parte, também faz apontamentos e críticas, com imagens. Dêem uma lida*

Por fim, o vídeo disponibilizado no Youtube e que denunciava os procedimentos que envolvem a falta de reciclagem das sacolas plásticas, aquelas tão práticas, mas devastadoras conhecidas do nosso dia a dia.

mar 12 2010

Nana nenê Coxa

Posted by Tiffany

Após uma longa noite mal dormida, todo o corpo dói de manhã cedo… Por que será que quando nossos baby’s estão doentes, tem pesadelos, sono inquieto e afins as noites parecem sempre mais longas?! Nesta madrugada o CJ, tadinho, dormiu com muitos sobressaltos, chorou e teve pesadelos, nos deixando aflitos por não poder tranquilizá-lo com mais do que o colo, o carinho, a paciência (essa que com muito sono é difícil de achar), o abraço e aconchego… Vou ler mais sobre o sono dos bebês – novamente – para ver se algo pode ajudar, enquanto isso meu marido resolve o problema com uma piadinha que é a cara dele, segue abaixo.

Charge do jornal Estado do Paraná de hoje, sexta-feira 12/3. Esse pai Coxa Branca…

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mar 12 2010

Palavras mágicas de Barney e a turma do Ursinho Pooh

Posted by Tiffany

Aqui em casa começamos a trabalhar as palavras mágicas assim que o CJ nasceu mantendo um ritual comum à rotina normal de vida, mas claro que começamos a nos esforçar mais e reforçar as tais palavras sempre que o CJ fazia algo novo ou que queríamos mostrar a ele a importância desses gestos.

Confesso que muita ajuda veio do desenho do dinossauro roxo Barney*, exibido pelo canal de tv a cabo Discovery Kids* e tb disponível em grande variação de dvd’s. Um episódio em especial se destina a falar das “palavras de fazem bem: por favor e obrigado”. Com o trabalho de motivação típico dos desenhos e a sonoridade da música que embala as palavras tudo ficou mais fácil. Aliás, o Barney é um aliado antigo de muitas mães tanto aqui no Brasil quanto no exterior, junto com os amigos Baby Bop, BJ e Riff, o fofinho Barney estimula as habilidades socioemocionais e cognitivas dos pequenos. Tem Barney escovando os dentes, tomando banho, arrumando o quarto, brincando com os amigos, sendo educado, fazendo música com sua banda, como salva-vidas, fazendo festas e por aí vai…

Mas a novidade aqui em casa foi a coleção do Ursinho Pooh, isso aquele amarelo do balde de mel. Pooh e seus amigos foram recomendados pra nós pela amiga Tati Galo e seu filho Leo. Parece que na casinha deles o Leo é muito fã dessa turminha e sua empolgação nos inspirou a comprar um box com três histórias: diversão com imaginação, diversão com educação e diversão com os amigos.

A produção é Disney e portanto não há dúvidas de que é linda. Cores, cenário, som, detalhes, tudo especialmente feito para encantar os pequenos… mas por enquanto o CJ não parou mais que 3 minutinhos para assistir, somente eu mesma fiquei lá admirando as histórias que podem ajudar e muito nas relações do pequeno com o mundo, especialmente agora com o início da vida escolar. E para minha grata satisfação, ele anda falando muito as palavras: amigo, obrigado (obligado), de nada, por favor (favor) e até saúde quando ouve alguém espirrar. Uma delícia, né?!

DVD O LIVRO DO POOH – PACK DIVERSÃO COM OS AMIGOS – DISNEY

Diversão com imaginação – Pooh e seus amigos revelam às crianças o maravilhoso mundo da imaginação, e ensinam como transformar cada sia em uma nova aventura;

Diversão com educação – Estas histórias ensinam às crianças o valor da educação e do respeito, e mostram que com boas maneiras podemos chegar longe;
Diversão com os Amigos – Agora, as criaças vão aprender lições sobre amizade e cooperação com o Ursinho Pooh e sua turma – uma ótima maneira de estimular a integração com os amigos.

:) E vejam só, por coincidência a Vovó Nica, em visita recente, trouxe de presente um livro quebra-cabeça da turma do Pooh e com este sim, o CJ anda brincando muito. Fiz uma sequencia de fotos. Fica a dica!

mar 11 2010

Solidão de Mãe – parte II

Posted by Tiffany

Uma querida amiga em enviou o texto Solidão de Mãe, do jornalista e escritor Fabrício Carpinejar, uma crônica parte do livro O amor esquece de começar. Postei* o texto anteriormente e agora, atrevo-me a compartilhar um pouco da nossa poesia, da nossa experiência como mães recentes, claro, incentivadas pelo referido texto. Se quiserem embarcar conosco nesta leitura, o convite está feito :)

Um desabafo de mãe…

Eu me senti um pouco deslocada, minto, muito deslocada. Depois da gravidez que foi de risco, muito repouso, pré-eclâmpsia, ele com pressa de nascer, cesárea as pressas com oito meses. Quando ele surgiu nos meus braços confesso que não queria largá-lo, parar de olhá-lo por um segundo sequer que fosse. O tempo foi passando e eu me dedicando totalmente, integralmente pra esse ser que roubou meu coração desde quando ouvi o coraçãozinho dele bater.

Os amigos se distanciaram sim, o pai por mais presente, sempre me pareceu ausente. Os avós para as horas boas, dos primeiros bocejos, primeiros sorrisos, até vir as pimeiras travessuras, sentar, gatinhar, murmurar algumas palavras (mamã, papá, abua, que quer dizer água), mecher as mãozinhas dando tchau, o rostinho dizendo não ou sim. Mas na hora dos apertos é você, é a mãe que ele precisa, que ele quer, e que a gente acostuma eles a ter. E quando vi os amigos ja haviam se distanciado, a amargura reprimida, a solidão instalada, confinada no quarto, no apartamento, a carência como companheira.

Já não me lembrava da ultima vez que ri de gargalhar por uma bobeira qualquer, tudo era ele. Agora quase um ano depois li esse texto, mas já havia me dado conta um tempinho atrás que preciso cultivar novamente meu jardim, para que as borboletas voltem a voar por aqui. Porque só ser mãe não basta a nenhuma mulher, preciso voltar a “seduzir os amigos” e aprender a viver com meu filho e não para ele.

Gostaria que todas as mães não precisassem passar por isso. Gostaria que elas pudessem ter sempre os jardins belos e floridos e lindas borboletas como visitantes. Gostaria que elas, todas nós soubessemos gritar por socorro mesmo em um sussurro. Que não deixassemos a carência se instalar, e os amigos se afastarem. Se eu aprendi dessa vez, não sei. penso se no segundo filho não passarei por tudo novamente. E terei que recolocar as mãos na terra para semear novamente meu jardim.

(Maria – 11.03.2010 em um e-mail para a amiga)

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By me…

Maria, seu desabafo foi poético e preciso. Puxa, minha querida, quantas vezes me senti assim como você e quando um convite surgia, uma visita aparecia, um novo amigo se convidava para fazer parte das nossas vidas, parece que meu coração se enchia de alegria. Creio que ainda estou vivendo, em termos, esta fase, porém agora lado a lado com o filhote, não mais com ele à frente. (Acho que fui ao encontro da mensagem do texto* do Carpinejar, afinal).

Quem dera nós pudéssemos ser mais espontâneas sempre, não apenas nesse momento super criticado e cobrado que acaba se tornando, em partes, a maternidade, mas tb ser assim como mulher, diariamente. Falando besteira, tirando sarro, fazendo reflexões, criticando, vivendo, nos permitindo oscilar entre o “mulher séria e o mulher brincalhona”.

A vida ao nosso redor, de repente, se tornou carrasca e as pessoas tem tanto receio sobre como devem agir por conta do quanto serão julgadas a partir de suas ações e opiniões que a espontaneidade se perdeu. Quando a gente se expõe, se mostra, se doa, ficamos vulneráveis e acho que em partes, quando recebemos a maior bênção de nossas vidas nos braços, talvez seja para lhes preservar desse “mundo arisco e injusto” que nos fechamos em casa, nos recolhemos para consagrá-los e com eles curtimos as primeiras novidades, as primeiras descobertas, acertos, erros, dores e frustrações oriundas tb do ser humano que éramos antes, achando que por sermos adultas, donas de si, vividas (ou nem tanto), por termos lido, pesquisado, trocado idéias, seríamos suficientemente senhoras para educá-los e criá-los.

Não acho que erramos nós, mães, de nos recolher. Sofremos com a solidão, é bem verdade. Porém sofremos mais com o jeito ora ressabiado, ora politicamente correto e às vezes claramente desinteressado de amigos que ainda não viveram a mesma experiência e por essa falta não sabem como agir ou não tem interesse em participar. Para combater a solidão e as muitas dúvidas que “pairam no ar” acho que a melhor solução é lembrar que “a graça foi dada a nós e quem dela não quiser participar, tudo bem, pois provavelmente não é pessoa merecedora disso”, assim alivio o stress e vou curtindo os amigos que ficaram, os que de repente voltaram e claro, o dia a dia das descobertas mais sublimes da vida, o que realmente só a maternidade nos traz.

Um abraço. Ti

mar 11 2010

Solidão de mãe, texto de Fabrício Carpinejar

Posted by Tiffany

Gostaria de indicar a leitura desse texto preciso sobre um dos maiores desafios da maternidade, especialmente nos primeiros meses como mulher-mãe. A autoria é do jornalista e escritor Fabrício Carpinejar e me foi gentilmente enviado por uma amiga querida, Maria. Obrigado.


Solidão de mãe

(Fabrício Carpinejar - O Amor esquece de começar – Crônicas /2006)

A maternidade é uma solidão sem tamanho. Depois da festa do batizado, os conhecidos desaparecem. Podem até elogiar o bebê e fazer voz infantil em encontros esporádicos. Firma-se uma segregação silenciosa e terrível. É imposição de que a mãe saiba o papel naturalmente e possa suportar a desvalia. Enxergam o filho como um troféu, porém não reparam que o campeonato está no início. Talvez

Nenhum homem entenderá, mesmo que seja participativo. O humor muda, o corpo perde a sua rigidez e fica tão cansado que nem encontra estímulo para o sexo.

Parece que não haverá saída. Mesmo com a babá, uma escapadela de quinze minutos e já se estará telefonando apavorada para casa, pedindo relatos detalhados dos últimos instantes.

Instala-se a culpa, culpa social de aproveitar a vida, pavor social de que possa vir a ser acusada de negligente. Claro que são fantasmas. Fantasmas da vulnerabilidade.

Ainda bem que ela tem um trabalho para pensar em outra coisa e se sentir útil. Imagina o que sofreram nossas avós?

Adianto, é uma fase provisória. Não é desperdício de tempo, ainda que raros a valorizem. O filho crescerá e descobrirá isso com seus próprios olhos.

Não desanime e procure se distrair. Estabeleça horários para a sua diversão, mesmo que seja um cinema sozinha ou um passeio no parque.

A questão é preservar o raciocínio, a confiança e o humor.

Diante das dificuldades, verbalize e destile veneno. Fale o que a incomoda de cara ao marido ou aos familiares, sem deixar que a preocupação se transforme em raiva reprimida.

A risada e a espontaneidade desestressam.

Não será o jornal ou a fofoca no cabelereiro que a deixarão feliz – se bem que eu não conseguiria viver sem os dois.

O primeiro passo é fortalecer a estima, comprar – por exemplo – flores que sejam para desperta a mudança. Ou escrever um diário para sujar bastante papel e exorcizar a carência.

Não aguardar, guardar as gentilezas.

Não se deixar levar pela rotina, como se não houvesse a possibilidade de algo novo em seu dia.

Não vale se confinar no quarto e se desculpar por antecipação, pois ninguém a entenderá.

Quantas vidas enfrentam uma situação semelhante? Os amigos surgirão da vontade de convivência, da empatia, da identificação, do seu bem-estar. Os amigos são seduzidos, assim como os amores.

A exclusividade apaga a personalidade.

Viver para o filho não é bom: deve-se aprender a viver com ele.

***

Na sequencia, post com desabafos de mães no melhor estilo “esse texto foi acertado pra mim”…

mar 09 2010

Objeto de transição = referência de casa, segurança para a criança

Posted by Tiffany

Chegou a hora, seu filho iniciou uma nova etapa de vida rumo a escola, a socialização, ao novo círculo de amizades, convivência e lideranças. Mas ele, naturalmente tem receio de “deixar a casa”, separar-se da mãe mesmo que por algumas horas e por isso necessita de um conforto emocional, algo que represente a segurança do lar e da família. Muito provavelmente seu filho já tinha essa necessidade antes da escola e possivelmente já elegera entre os muitos brinquedos do quarto um em especial para dormir junto e acompanhar nos passeios, certo?!

“Esse objeto que ele carrega para todos os lugares: um ursinho de pelúcia, um boneco, uma fralda, um paninho ou um pequeno cobertor é chamado de transicional, ele representa um conforto para a criança, que se apega principalmente durante momentos de angústia, medo ou tristeza, como na ausência dos pais”. (FonteMatéria* da Revista Crescer “Objeto de transição: o brinquedo favorito das crianças”).

Eu me recordo que o meu objeto transicional era um cachorro que veio “torto” da fábrica, pois não tinha rabinho. Era pequeno, a pelúcia colorida em tons pastéis, o nome era Pimpo, presente dos meus padrinhos. Como eu amava aquele Pimpo :) Ele viajava comigo, dormia junto e me proporcionou muitas lembranças boas… exceto o dia em que derrubei café com leite nele e minha mãe, após lavar, pendurou o bichinho no varal pela orelha e eu achei que ele morreria por isso (rs). Tinha uns 5 anos.

Aqui em casa, hoje, o objeto de transição do CJ é na verdade uma dupla, chamam-se Bob Pai e Bob Filho, dois cachorrinhos de pelúcia presente do Tio Piu e da Tia Eliandra, amigos nossos que, creio, não fazem idéia da importância que esse pequeno presente de recém-nascido tem na vida do nosso garoto…

Eu estou falando sobre os objetos de transição porque neste momento do início na vida escolar, eles costumam ter papel fundamental para auxiliar na adaptação da criança junto a escola e a figura do professor, como atesta o depoimento da professora do meu filho, para quem sugeri levar o Bob Filho diariamente à escola e de quem recebi total incentivo. Em geral as crianças tem medo de ficar na escola por terem que “deixar a mãe ir”, mesmo que tenham entendido que ela voltará mais tarde. E com o ursinho ou cheirinho, elas podem conversar, desabafar, ficar abraçados e quando possível dormir junto, ainda no ambiente da escola. “É uma relação de amor incondicional e bastante saudável, pois ajuda a criança a sair de uma fase para outra de maneira segura e confortável”, diz Rita Calegaria, psicóloga ouvida pela reportagem da Crescer.

“No primeiro ano de vida, a criança se liga a esses objetos como forma de conseguir suportar a ausência materna. É como se aquele paninho ou bichinho representasse uma parte da mãe que fica com a criança quando ela está longe. A aproximação pode durar até os 5 anos da criança, mas em geral pelos 3 anos tende a diminuir”, explica a psicóloga Ana Carolina Takenaka Medeiros, supervisora da Brinquedoteca do Hospital Israelita Albert Einstein. “No geral, este brinquedo está associado à rotina de dormir e elas não gostam que eles sejam substituídos e nem mesmo lavados”, complementa a médica.

Dizem os especialistas que a criança pode também não se interessar por um brinquedo dessa maneira, o que eu – pessoalmente – acho que é raro. Às vezes nós pais estimulamos essa aproximação da criança ainda bebê para com um bichinho/soninho/fraldinha até porque no começo é bonito e sabendo que isso trará sossego e acalento para nosso filho, ficamos mais tranquilos também. “Pode ser que a criança descubra outras maneiras de se acalmar e se acalentar, como por exemplo, acariciar seu cabelo ou brincar com os dedinhos das mãos”, explica Ana Carolina, psicóloga. Referente a essa dica, devo confessar que já conheci muitos bebês que faziam carinho na orelha ou nos cabelos da mãe, o que é lindo e sinal de amor tb, mas na troca para a escola não ajuda muito, né?!

Sugestão de leitura: outra referência da Revista Crescer* para o assunto é a matéria “Amigo-pano: objeto de transição importante na infância”.

mar 08 2010

Eu quero uma Casa Balão (by Disney/Pixar)

Posted by Tiffany

Casa Balão é um filme para adultos… foi isso que eu pensei quando assisti pela primeira vez, pois achei o Sr. Carl Fredricksen, um vendedor de balões de 78 anos, viúvo e ranzinza um personagem forte e chato demais para qualquer criança se apaixonar e querer repetir a dose. Engano meu!! O CJ se encantou pelo filme, assim como o papai que até decorou algumas falas e as introduz no diálogo familiar quando julga uma coisa parecer com a outra :)

E para quem, como nós, de início lembrou do Pe. baloeiro lá do Paraná, facelido ano passado após tentativa frustrada de voar amarrado a balões cheios de gás hélio, tais como o da Casa Balão, nem se preocupem… depois da segunda vez vendo o filme as referências mudam e tudo bem. Nenhum mal estar :)

Eu, com toda a certeza, gosto mais da parte inicial do filme, estilo cinema mudo, com a narrativa de quem transmite as aventuras de Charles Manz, o herói conquistador e desbravador de quem Carl e Ellie são fãs quando crianças. Esse início do filme é cativante, só pela sensibilidade como descrevem “o primeiro encontro, a amizade, a cumplicidade, o casamento, o amor, as dores e perdas, os sonhos compartilhados, a vitória e a lembrança/memória de quem se ama, presente acima de tudo”… bom, pela minha descrição deu para reforçar que neste filme há muito sobre sentimentos, família e relações humanas. Não há como não gostar! E talvez por isso, há pouco mais de 2 meses, a gente reveja a “Casa Balão” quase que diariamente.

Trailer legendado do filme da Disney/Pixar, lançado em set/2009. Acesse o vídeo pela Youtube aqui.

Na dublagem em português Chico Anysio dá mais vida ao personagem do Sr. Fredricksen e faz soar aos nossos ouvidos sua verdadeira rabujentice… O pequeno e persistente garoto escoteiro, Russel, só por sua imagem caricata já faz muito, mas a ingenuidade e a espontaneidade conquistam todos ao longo do filme. E sobre ele tb temos uma ponta de carinho a mais já que também sofre com uma perda recente, a figura do pai que é transferida facilmente para o bom e ranzinza velhinho. Juntos eles vivem a maior aventura de suas vidas voando naquela casa balão inimaginável rumo a América do Sul e resgatando sonhos adiados por uma rotina de vida comum.

“Up – Altas aventuras”, a comédia-aventura produzida pela parceira de Disney/Pixar concorreu* ontem, na cerimônia do Oscar 2010, a 5 prêmios “melhor filme, melhor roteiro original, melhor longa de animação, melhor edição de som e melhor trilha sonora original”, saindo ganhador de 2 deles: trilha sonora e melhor animação. Um sucesso!

“Foi uma aventura maravilhosa fazer esse filme. Nunca imaginei que brincar de cineminha com o meu livro da terceira série fosse me levar a isso”, disse o cineasta Pete Docter ao ganhar o prêmio das mãos da atriz Cameron Diaz.

“Muitas pessoas disseram a mim: ‘Você me fez chorar’. E isso só aconteceu porque eu mesmo chorei quando assisti ao filme”, disse Michael Giacchino, autor da trilha da animação. (Fonte: G1)

mar 08 2010

Mulheres, tantas e mesmo assim únicas.

Posted by Tiffany

Hoje, 08 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher.

Fica aqui meu desejo sincero de felicidades a todas as mulheres merecedoras de meu respeito, carinho e admiração.

Iniciativas não irão faltar para homenagear essas mulheres brasileiras e mulheres mundo afora tão cheias de vida, cada qual com sua história, com sua luta pessoal, desafios e vitórias. Que sejam sensíveis e profundas todas essas homenagens e que esta data que lembra o valor desse gênero de ser humano, que gera a vida e abriga a família, reforce a importância de serem as mulheres valorizadas e respeitadas diariamente em todos os continentes, da menor vila até a maior metrópole, de trabalho na gestão do lar e criação dos filhos até as ceo’s das maiores multinacionais, das pobres às ricas, das menos bonitas às mais belas, pois todas tem valor!

***

Numa iniciativa muito bacana, a Rede Globo prestará sua homenagem exibindo um filme de 15 minutos durante a programação diária, no qual a cativante apresentadora Ana Maria Braga*, nem sempre feliz em todos os seus comentários, mas nitidamente verdadeira e dona de si, representando as mulheres da emissora, descreve o que é ser mulher: “Ser mulher é ser hoje, é ser sempre, é ser mãe, é ser amiga, é ser doce, é ser guerreira. Ser mulher é ser tudo, é ser todas, é ser mais, é ser você!”.

Você confere esse vídeo em primeira mão, logo abaixo!

Veja o link para esse material aqui*

mar 05 2010

Gentileza gera gentileza – o Profeta

Posted by Tiffany

Gentileza gera Gentileza. Não tenham dúvidas disso!

Pra quem mora no Rio ou Niterói é comum achar nas vitrines de lojas de roupas e acessórios ou adereços mimosos para casa algumas camisetas, bolsas de lona, almofadas e outros artigos a estampa com dizeres: GENTILEZA GERA GENTILEZA.

Eu confesso que achava a proposta ótima, sempre me chamando a atenção, me fazendo pensar em comprar e dar de presentes essas camisetas com a nítida mensagem de que precisamos oferecer o melhor de nós para recebermos o melhor dos outros, ainda mais nestes tempos de egoísmo, indiferença, correria e… bom… todos sabem em que mundo vivemos hoje…

Aí, agora a noite, estava conversando com meu marido e falando sobre como devemos nos doar mais, contribuir mais para vivermos melhor e tive a curiosidade de buscar uma imagem desses produtos na internet. Achei. Quer dizer, achei muito mais. Descobri a fonte dessa e de outras frases que fazem parte da cultura do Rio e de Niterói, que foram “realidade” no trabalho de conduta questionável, mas de vida dum homem: José Datrino, chamado Profeta Gentileza*.

O Profeta Gentileza tornou-se conhecido a partir da década de 80 justamente por fazer “inscrições peculiares” sob o Viaduto do Caju no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba. Escolheu 56 pilastras do Viaduto, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5 km. Em todas elas ele escreveu, em verde e amarelo suas propostas e críticas sobre a sociedade. Durante a Eco-92, evento de meio ambiente mais importante daquela década e realizada na capital fluminense, o Profeta Gentileza posicionava-se  em lugares por onde passariam os representantes de cada país para provocar neles alguma reação sobre os temas que defendia. Espertinho, não?!

Após sua morte e a destruição da maior parte dos postes por ele pintados, a Prefeitura do Rio organizou o projeto Rio com Gentileza e restaurou os murais das pilastras, denominado patrimônio urbano carioca. Mais tarde, imbuídos do mesmo desejo de reconhecer o papel sóciocultural do Profeta, a Editora da Universidade Federal Fluminense lançou o livroBrasil: Tempo de Gentileza”, de autoria do professor Leonardo Guelman, narrando a trajetória de vida deste homem e seu legado.

***

Curiosidade, pra quem quiser saber mais…

Surge o Profeta Gentileza

Fonte: wikipédia, aqui*

No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano“, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do Natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alegando ter ouvido “vozes astrais”, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras Agradecido e Gentileza. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido“, ou simplesmente “Profeta Gentileza“.

Após deixar o local que foi denominado “Paraíso Gentileza”, o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: – “Sou maluco para te amar e louco para te salvar”.

mar 05 2010

Entrevista: enfim, meu filho foi para a escola!

Posted by Tiffany

Meu filho completou 2 anos de idade recentemente. Atento, observador, curioso e vibrante, ele é uma criança saudável, graças a Deus. Muito amado e estimulado pelos pais, mas ainda filho único, achamos que o universo doméstico e mesmo os variados passeios com a mãe e o incentivo familiar passaram a ser pouco para uma fase que demanda tantas novidades e aprendizado. Assim, imbuídos pelo desejo de oferecer-lhe o melhor – sempre o melhor, dentro de cada etapa de vida, idéia comum entre os pais – pensamos que a ida para a escola fosse o ideal e assim o matriculamos.

Contei no post “Educação Infantil, muitos desafios para um universo que parece pequeno”, ontem, sobre a pesquisa e decisão pela escola mais próxima do que desejávamos oferecer a ele. Agora, avanço um pouquinho sobre este processo de adaptação e sobre meus próprios anseios…

Nesta semana o CJ completou 1 mês de adaptação na Creche/Escola. E apesar de estarmos satisfeitos com o desenvolvimento das primeiras atividades propostas pela instituição e claro, com o progresso no processo de adaptação, ainda nos colocamos frequentemente em reflexão avaliando se a escola aos 2 anos de idade é a escolha acertada. Para me ajudar com as repostas, eu entrevistei a professora, psicopedagoga e blogueira do Educar Já! e Cybele Meyer falando sobre, mãe de três filhos, Cybele Meyer (@cybelemeyer).

Minha intenção é trazer algumas dúvidas para o debate e claro, dirimir as minhas próprias, porque afinal estou – como mãe – vivendo também uma nova experiência, essa de oferecer independência ao filho, o que requer habilidade, sensibilidade e distanciamento, coisas que nem todas as mães de primeira viagem sabem oferecer.

A entrevista abaixo:

Cybele, você acha que quando a mãe pode ficar com o filho em casa, porque atua como free lancer ou porque houve a opção de se dedicar integralmente ao lar com a chegada dos filhos, ela deve mandar os filhos para a escola antes do período de alfabetização, período obrigatório?

A escola nesta fase que o CJ está (2 anos) é muito importante para a socialização que é desenvolvida de forma harmoniosa e tranquila.  A convivência com crianças da mesma idade é muito saudável e estimula o desenvolvimento da confiança em si e consequente independência. Nesta idade a criança inicia seu processo de descobertas e realizá-las em companhia de amigos da mesma idade é muito mais atraente e eficaz. O egocentrismo, presente desde os primeiros anos, tende a ser minimizado com a convivência escolar, pois as crianças são estimuladas a emprestar, dividir, compartilhar, esperar a vez…

Ter a segurança do afeto e da presença da mãe, em casa, nessa faixa etária não seria garantia maior de sucesso na educação e na segurança emocional da criança ao longo de sua formação como indivíduo, facilitando inclusive o aprendizado e as relações futuras com outras crianças quando a fase da escolarização obrigatória chegar?

A segurança tanto da presença quanto do afeto da mãe será importantíssimo sempre, independente de ir para a escola com um, dois ou seis anos. A firmeza das ações da mãe em parceria com as ações da escola será fundamental para que a criança perceba que tudo o que está acontecendo em sua vida tem o amparo da mãe. Por esta razão o demonstrar segurança na ocasião da adaptação ajuda muito o filho a enfrentar esta “separação” com mais tranquilidade. Se a mãe demonstra insegurança a criança se sentirá completamente perdida. Por esta razão a firmeza nas ações da mãe é de fundamental importância em todas as fases da criança. A criança tem que sentir que há alguém “mais forte” que a protegerá.

Se a criança iniciar seu processo de socialização tarde, terá dificuldades em se relacionar, pois não estará acostumada a interagir com a dinâmica das crianças da sua idade. Logo, o ir para a escola com mais idade, não será um fator facilitador da socialização. Dependendo do tipo de rotina que desenvolvia em casa também não apresentará um bom desenvolvimento da linguagem oral, da noção espacial e lateralidade, noção temporal, enfim não terá sido estimulada em suas competências e habilidades influenciando diretamente no processo de alfabetização.

Sobre a mãe que antes do filho tinha uma profissão e possivelmente uma carreira ou então cumpria a função de dona de casa com maestria, ainda que pudesse haver estresse e pressão de diferentes fontes, era dona da situação e tinha total controle sobre si. Como mães muitas mulheres perdem um pouco esse “controle” e a ansiedade em manter tudo como era antes pode se manifestar na sua relação com os filhos. Há casos, seguindo essa linha de pensamento e baseando-nos na sua experiência, em que as mães colocam os filhos na escola muito cedo para voltar a encontrar essa independência?

O ser humano tem valores, metas e prioridades com focos diferentes, porém isso não afeta o resultado final. O filho que nasce de uma mãe que prioriza a sua profissão irá bem cedo, com seis ou oito meses, para o berçário. O fato de ela priorizar a profissão não quer dizer que deixa o filho em segundo plano. Ele integra o contexto familiar e se adéqua às necessidades. As preocupações e as angústias são as mesmas, porém ela se sente ainda mais pressionada em razão de ter uma boa profissão e querer conservar isso. Há mães que não podem, de forma alguma, abandonar o trabalho porque os compromissos assumidos antes do nascimento do filho contam com a sua contribuição. Esta é a realidade da maioria das famílias brasileiras. A mulher trabalhar fora não é mais um “capricho” e sim uma necessidade e quando se tem um filho esta necessidade aumenta e muito. Porém o filho não se sentirá menos amado em razão disso. Se a mãe for participativa e souber administrar sua presença na vida do filho, este não terá carência de espécie alguma.

É perceptível que a frequencia de uma criança na escola contribui muito para o seu aprendizado e desenvolvimento. Reportagens e pesquisas, além dos relatos de mães comprovam que a “fala”, o “vocabulário” e a “troca” aumentam muito, garantindo que a socialização e a interação entre as crianças dessa faixa etária seja muito boa. Parece que a criança alcança mesmo muita independência e passa a ter mais iniciativas do que quando no convívio exclusivo do lar. Poderíamos dizer que há notada diferença no desenvolvimento de crianças de 2 anos que frequentam ou não a escola?

Com certeza! Todos os ambientes da escola são voltados para o desenvolvimento da criança. Todas as brincadeiras e atividades têm como objetivo estimular o desenvolvimento das habilidades da criança. Por mais que os pais se esforcem não há como competir com o ambiente escolar, principalmente porque há profissionais especializados para este fim. Nos primeiros anos de vida a criança está aberta à exploração e à experimentação. Sua curiosidade está completamente aflorada e seus canais estão receptivos para todo tipo de estimulação. A criança será trabalhada de forma lúdica e seu aprendizado será prazeroso. O desenvolvimento de suas habilidades será de fundamental importância no momento da alfabetização. Se a criança for pronta para o primeiro ano, sua alfabetização será tranquila e sem estresse. Ela terá desenvolvida a coordenação motora fina propiciando desenvoltura e movimentos corretos na escrita; saberá se situar no caderno e entre as linhas porque desenvolveu sua lateralidade e a noção espacial; escreverá de forma harmoniosa, sem o põe e tira o lápis do papel,  porque seu ritmo foi desenvolvido satisfatoriamente, e assim por diante. Se a criança ingressa na escola com 4 ou 5 anos a possibilidade de ela ter adquirido certos “vícios” (como pegar errado no lápis) é muito grande, e o não ter se apropriado dos conceitos fundamentais para o seu desenvolvimento será fator de dificuldade.

Quando se trata de uma criança que é filho único e recebe atenção exclusiva da mãe, babá ou avó por 2 ou 3 anos sem o vínculo com a escola, sua entrada em outra rotina e atividades pedagógicas pode ser marcada por dificuldades maiores do que a criança que ingressou, digamos, ao término da licença-maternidade e assim habituou-se aos cuidados de terceiros (funcionários da creche/escola) sem opção diferente?

Com certeza! Vivemos em sociedade e ter contato com as pessoas é fundamental para todo o tipo de aprendizagem seja cognitiva, social ou psicológica. O amor dos pais é fundamental e não há convivência escolar que substitua. A criança tem plena noção desta diferença. O fato da criança entrar feliz na escola não quer dizer que goste menos dos pais por isso, muito pelo contrário, este comportamento mostra que ela está segura do amor que recebe dos pais e pode ficar em qualquer lugar que eles a levem. Já a criança que vive na redoma do lar em contato somente com a mãe, babá ou avó se sentirá atemorizada em ambientes diferentes porque acredita que somente estará protegida na sua casa e ao lado delas. Criamos nossos filhos para a vida e lhes dar a segurança de que não importa onde estejam sempre terão a proteção e o amor dos pais desenvolve a autoconfiança tão importante para o convívio e desempenho social.

E a criança pequena de 2 anos que tem como opção ficar em casa com a babá ou, melhor que isso, com a mãe, mas vai para a escola/creche visando socializar-se, mas chora… A criança não briga nem tenta fugir da escola, mas lá permanece triste, cabisbaixa ou chorosa, ainda que participando das atividades do grupo. Ela deve ser retirada da escola e voltar para o convívio apenas doméstico? Seria um sinal de que não está “madura” para essa nova etapa?

De forma alguma. A mãe deve estar sempre muito segura quando resolve colocar o filho na escola para lhe passar esta segurança contribuindo com sua adaptação. Há crianças que demoram mais, outras menos, mas todas se adaptam. Não há como a criança ficar “cabisbaixa ou chorosa, ainda que participando das atividades do grupo” o tempo todo. No processo de adaptação estas reações vão se minimizando com a constância e a convivência escolar. O não faltar nesta fase é de fundamental importância. Os pais que levam o filho até a porta da escola e quando ele se agarra no pescoço não querendo entrar o levam embora estão reforçando este comportamento. No dia seguinte ele fará a mesma coisa e com mais intensidade porque no dia anterior “deu certo” e ele voltou para casa. Os pais que insistem, conversam bastante antes e depois da escola, perguntando e valorizando tudo que a criança fez no período escolar, estão contribuindo e muito para que a criança se sinta segura e perceba o quanto é gostoso frequentar a escola e que isto está deixando seus pais felizes.

Agora o tirar a criança da escola ou ficar trocando de escola porque acha que na outra irá se adaptar é um engano que promove resultados desastrosos. O chorar é a maneira que a criança tem para argumentar que não quer sair da sua zona de conforto (a sua casa). Se ela chora e a mãe fica desesperada e não a leva mais, no próximo ano a adaptação será duas vezes mais sofrida porque ela tentará de todas as formas convencer novamente que não quer ficar. Já presenciei o caso de criança com sete anos que chorou mais de cinco meses para entrar e que de hora em hora chorava perguntando se a mãe já estava chegando. Após cinco meses, finalmente adaptou-se e então veio as férias. O retorno foi com o mesmo comportamento do início, como se ela nunca tivesse freqüentado a escola Sofre a criança, sofre a mãe e sofre a professora. O ideal é estar segura no momento de levar a criança para a escola e lhe dar todo o suporte para que se adapte bem e rápido.

***

[pós entrevista] Exatamente sobre o tema “regressão na adaptação escolar” li hoje matéria muito legal na Revista Crescer (se quiserem espiar por lá*) e num outro momento venho debater isso aqui no Blogdati. A propósito, a foto desse post retirei da matéria da Crescer, me lembrou a história que minha sogra conta sobre o primeiro dia de aula do meu marido. Ela o espiava pela janela quando ele, envergonhado, fez sinal para ela ir embora! :)

Como podem ver meus questionamentos são muitos… e naturalmente minhas perguntas e reflexões não parariam por aqui, mas acho que já é suficiente para elucidar algumas idéias e conceitos que podem até estar equivocados.

E você o que acha?

mar 04 2010

Educação Infantil: muitos desafios p/ um universo que parece pequeno

Posted by Tiffany

Seu filho já vai para a escolinha? Escolinha, assim no diminutivo pode ser carinhoso para alguns, mas também pode soar pejorativo se avaliarmos a proporção e os reflexos que isso tem na vida de uma criança…

Considera-se educação infantil o período da vida escolar em que se atende, pedagogicamente, crianças com idade entre zero e seis anos de idade, no Brasil. Na educação infantil as crianças são estimuladas através de atividades lúdicas e jogos, a exercitar suas capacidades motoras, fazendo descobertas e iniciando o processo de letramento.

No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional chama o equipamento educacional que atende crianças de 0 a 3 anos de CRECHE. O equipamento educacional que atende crianças de 4 a 6 anos se chama PRÉ-ESCOLA.  (Fonte: educação infantil by wikipédia)


Li um tempo atrás, em reportagem* da Revista Crescer, uma expressão que me chamou a atenção, aliás é dessa reportagem a referência ao tom pejorativo que algumas pessoas aplicam às escolas infantis com berçário e creche. Enfim… a matéria apontava que “a primeira escola não existe da vida da criança para substituir a babá, tomar conta da criança enquanto os pais trabalham ou para lhe oferecer a melhor festa junina de sua vida”.

Isso me causou estranheza porque mesmo sendo contexto para o desenrolar da reportagem, me passou pela cabeça SE ALGUM PAI OU MÃE AINDA NÃO ENXERGA A ESCOLA COMO LUGAR DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE UM MINI CIDADÃO, DE UMA PESSOINHA QUE PRECISA E DEVE APRENDER TUDO?! Quero dizer, mandar o filho para a escola é sinônimo de querer oferecer-lhe noções de troca, de compartilhar, de conviver em grupo, instruir, incentivar e educar (de preferência em concordância e parceria com a educação praticada em casa).

Me custa aceitar a idéia de que há pessoas que põe o filho na escola achando que, mesmo bebê, ele só irá “passar o tempo”. Nossos filhos precisam estar em um local com profissionais especializados para lhe oferecem rotinas baseadas em propostas pedagógicas bem fundamentadas.

Uma característica interessante na hora de escolher a primeira escola, do processo de seleção entre as diversas instituições próximas a nossa casa ou trabalho são os formatos de apresentação para nós, clientes em potencial. Antes de decidir pela escola onde meu filho está iniciando as suas atividades, eu visitei pelo menos outras dez instituições. Em algumas me “pegaram de surpresa” quando anunciaram que ofereciam o ensino completo desta fase de educação infantil até o terceiro ano do segundo grau e com as melhores notas junto ao MEC, dando ênfase a isso. Quando começaram a falar sobre o número de aprovados nos vestibulares e/ou sobre convênios e direcionamento de estudo para essa ou aquela faculdade, quase caí pra trás. Sei que no Brasil nossos filhos tem que escolher cedo demais a profissão a seguir, errando muitas vezes inclusive, mas falar disso quando a criança ainda não tem 2 anos, é muito exagero. Nesse momento crucial de separações entre a mãe e o filho ou entre a casa e o filho, de uma fase de experimentações marcantes na vida da criança, há muita coisa mais específica e importante para ser comentada e sugerida do que o vestibular…

Em outras escolas me falavam dos estilos pedagógicos aplicados. Mas quando não somos da área pedagógica e ainda não houve tempo hábil para pesquisar quem foram Maria Montessori, Jean Piaget ou Rudolf Steiner, a gente se sente peixe fora d’água. Pontos relevantes como o valor da mensalidade, localização, transporte até a escola, espaço físico para brincarem, explorarem o espaço ao redor – para os primeiros anos acho que isso equivale a uns 60% na decisão dos pais – metodologia de ensino (claro!) e a identificação pessoal dos pais e da criança para com os funcionários e proprietários da escola precisam estar em equilíbrio, favorecendo a rotina da família, assim acho que tudo flui mais facilmente.

Uma conhecida minha (tb blogueira), quando perguntei a ela sobre dicas de escola, me disse algo como: “acho que você deve optar por uma escola pequena onde seu filho seja conhecido pelo nome e não em escolas grandes onde será apenas mais um”. Dica acertada e aceita. Na escola do CJ buscamos saber o número de crianças e profissionais que estariam ligados diariamente para ter certeza de que com o passar dos dias todos entrariam em sintonia e passariam a saber peculiaridades sobre meu pequeno visando facilitar e estreitar a convivência. Espero que tenhamos acertado :)

Mas como vida de mãe também percorre uma linha tênue de cobranças e dúvidas sobre os erros e acertos, eu perguntei a professora e psicopedagoga, blogueira (Educar Já!Cybele Meyer falando sobre, colaboradora do Portal Mãe com Filhos) e mãe de três filhos, Cybele Meyer sobre a necessidade de realmente mandar os filhos pequeninos assim para a escola, mesmo quando temos a opção de ficar com eles em casa por mais algum tempo…

É importante saber conviver em grupo, compartilhar, aprender noções de coletividade e saber interagir com outras crianças da mesma idade, isso é ponto pacífico. Mas até que ponto existe, de fato, a necessidade de socialização através da creche ou da escola para crianças dessa faixa etária – 2 a 3 anos de idade?

Quanto antes a criança ingressa no ambiente escolar menos traumática é a sua adaptação. Quanto mais tempo ela passa convivendo unicamente com seus brinquedos, sua mãe, seu quarto sem dividir nada com ninguém mais difícil será substituir esta sua rotina pela rotina escolar. A criança que não frequenta a escola até os 4 ou 5 anos sente-se confortável em ser o centro das atenções e não poupará esforços para retornar à antiga rotina tornando a adaptação escolar sofrida e longa. Apresentará resistência em se relacionar com os demais colegas e a realizar as atividades propostas. Sempre que tiver um feriado prolongado ou férias escolares poderá retornar à escola na “estaca zero” passando por constantes processos de adaptações”.

***

“Escola infantil não vive de improviso e não é um parque de diversões”, diz o educador Marcelo Bueno, coordenador pedagógico da escola Estilo de Aprender.  (Revista Crescer)

Outras respostas de Cybele Meyer* e comentários sobre esse mesmo tema, postarei em breve. Aguarde!


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